
O Maranhão registrou 6.529 acidentes com animais peçonhentos em 2025, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Entre os principais responsáveis pelas ocorrências estão os escorpiões, que lideram as estatísticas com 3.137 casos registrados no estado.
Na sequência aparecem:
- Serpentes: 1.728 ocorrências
- Abelhas: 568 casos
- Aranhas: 549 registros
- Lagartas: 128 acidentes
Os dados indicam que cerca de 45% das ocorrências exigiram aplicação de soro antiveneno e internação hospitalar, o que reforça a necessidade de preparo das equipes de saúde para atender rapidamente vítimas desses acidentes.
Chuvas aumentam presença de animais peçonhentos
Especialistas alertam que o período chuvoso favorece o aparecimento desses animais em áreas urbanas e rurais.
Com as chuvas, espécies como escorpiões e serpentes acabam deixando seus abrigos naturais e passando a ocupar entulhos, terrenos baldios e até residências.
Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão realizou a capacitação “Manejo de Acidentes por Animais Peçonhentos no Maranhão”, voltada para profissionais da rede pública de saúde.
A atividade ocorreu entre quinta-feira (12) e sexta-feira (13), no Praia Mar Eventos, em São Luís.
A iniciativa foi realizada em parceria com o Ministério da Saúde e reuniu médicos, enfermeiros e outros profissionais para aprimorar o diagnóstico e o tratamento das vítimas.
Descentralização do acesso aos soros antivenenos
A capacitação também integra a estratégia de descentralização do acesso aos soros antivenenos, especialmente em áreas mais isoladas do estado.
A coordenadora de Vigilância de Zoonoses da Secretaria de Saúde, Monique Maia, explicou que a qualificação das equipes é fundamental para reduzir os impactos desses acidentes.
Segundo ela, o aumento das chuvas cria condições que favorecem o contato entre humanos e animais peçonhentos.
“Os animais ficam desabrigados, há aumento de entulhos e matéria orgânica, o que cria condições para a ocorrência de acidentes. Por isso, é fundamental que os profissionais estejam preparados para o diagnóstico correto e o tratamento adequado”, afirmou.
Risco aumenta após enchentes
A representante do Ministério da Saúde, Lúcia Montebello, alertou que o momento de maior risco costuma ocorrer após enchentes ou alagamentos, quando moradores retornam às casas para limpeza.
Nesse período, animais que foram deslocados pelas águas podem estar escondidos em móveis, entulhos ou objetos acumulados.
“Muitas espécies se deslocam do seu habitat e acabam dentro das residências ou em áreas atingidas pela água. Por isso, é fundamental que os territórios estejam preparados para dar suporte rápido à população”, explicou.
Avanço no atendimento em comunidades indígenas
O coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena do Maranhão, Lúcio Guajajara, destacou que a descentralização do acesso aos soros representa um avanço importante para regiões mais afastadas.
Segundo ele, muitas aldeias ficam a longas distâncias de hospitais, o que torna essencial a ampliação dos pontos de atendimento.
“Temos aldeias muito distantes. A descentralização do atendimento com soro é fundamental para garantir cuidado mais rápido nesses territórios”, afirmou.
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