• Alta do diesel reduz frota de ônibus em São Luís e ameaça de greve pode agravar transporte

    O aumento no preço do diesel levou as empresas de transporte coletivo a reduzir a frota de ônibus em circulação em São Luís. A medida foi anunciada nesta terça-feira (10) pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET).

    Segundo o sindicato, o reajuste no valor do combustível tem impactado diretamente os custos operacionais das empresas, tornando inviável manter 100% da frota em circulação.

    Até o momento, o SET não informou quantos veículos deixarão de operar nas linhas da capital maranhense.

    Empresas apontam aumento de 25% no preço do diesel

    De acordo com o sindicato patronal, fatores econômicos externos têm pressionado o setor de transporte público.

    Entre os principais motivos apontados está a instabilidade geopolítica internacional, que teria provocado uma alta significativa no preço dos combustíveis.

    Segundo o SET, o valor do óleo diesel teria registrado um aumento de cerca de 25% no mercado nacional apenas na última semana, elevando de forma expressiva os custos de operação das empresas de transporte coletivo.

    Diante desse cenário, as empresas afirmam enfrentar dificuldades financeiras para manter o sistema funcionando com toda a capacidade.

    A entidade informou ainda que mantém diálogo com a Prefeitura para buscar alternativas emergenciais que garantam o funcionamento do serviço e reduzam os impactos aos usuários.

    Rodoviários ameaçam greve nesta quinta-feira

    Além da redução na frota, a capital maranhense também pode enfrentar uma nova paralisação no transporte coletivo nos próximos dias.

    O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, Marcelo Brito, afirmou que a categoria poderá entrar em greve já nesta quinta-feira (12).

    Segundo o dirigente sindical, algumas empresas do sistema ainda não realizaram o pagamento de valores acordados recentemente entre empresários e trabalhadores.

    O sindicato informou que concedeu um prazo de até 72 horas para que a situação seja regularizada.

    Caso os pagamentos não sejam efetuados dentro desse período, os rodoviários poderão iniciar uma nova paralisação nas primeiras horas de quinta-feira.

    Passageiros já enfrentam dificuldades

    Enquanto a situação não é resolvida, usuários do transporte público relatam dificuldades e longas esperas nas paradas de ônibus, especialmente em bairros como Cohatrac e Parque Vitória.

    A possível redução da frota, somada à ameaça de greve, pode agravar ainda mais os problemas de mobilidade urbana enfrentados diariamente pela população da capital maranhense.

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