• Braide autoriza pagamento de complemento do subsídio após ameaça de greve em São Luís

    Usuários do transporte público de São Luís já enfrentam dificuldades com a falta de ônibus, e a greve pode agravar ainda mais a situação.

    Após intensa pressão da categoria dos rodoviários e ameaça de retomada da greve de ônibus, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, autorizou o pagamento de um complemento do subsídio às empresas de transporte público da capital. O valor liberado, que soma R$ 1.459.692,76, será utilizado para quitar os salários atrasados dos trabalhadores do setor.

    Pagamento autorizado no último prazo dos rodoviários

    A movimentação financeira teve início por volta das 14h desta terça-feira (10), data que representava o último prazo dado pelos rodoviários para o pagamento das pendências salariais. A categoria havia suspendido a greve na semana passada, mas com a condição de que os salários fossem regularizados, o que levou à ameaça de nova paralisação dos ônibus caso o acordo não fosse cumprido.

    O subsídio corresponde à 50ª parcela do valor total previsto nos contratos de concessão do sistema de transporte urbano, firmados em 2016. O repasse será destinado às empresas e consórcios que operam o transporte público da cidade, como Viação Primor, Consórcio Upaon-Açu, Consórcio Via SL e Consórcio Central, conforme o acordo estabelecido entre a Prefeitura, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET).

    Pressão e nova paralisação ameaçada

    Embora o repasse tenha sido inicialmente retido por Braide, que alegava descumprimento de cláusulas contratuais pelas empresas, a pressão dos rodoviários e o risco iminente de nova greve foram determinantes para que o pagamento fosse finalmente autorizado. A possibilidade de nova paralisação dos ônibus, que causaria transtornos à população, intensificou a cobrança pela regularização dos vencimentos dos trabalhadores.

    A decisão de autorizar o pagamento do complemento foi tomada no último momento, após a categoria ter informado que, caso os salários não fossem quitados até esta terça-feira (10), a greve de ônibus seria retomada, aumentando a pressão sobre a administração municipal.

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