
Em Bacabal, as buscas pelas crianças Ágatha Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4, entram no sexto dia consecutivo com novos reforços. Desde o último domingo (4), mais de 200 policiais, bombeiros e centenas de voluntários têm se unido em uma operação intensa para tentar localizar os irmãos, que desapareceram na região do Quilombo São Sebastião dos Pretos, localizado na zona rural de Bacabal, Maranhão.
Voluntários se unem à operação
A mobilização da comunidade tem sido essencial para ampliar as buscas. Moradores de povoados vizinhos estão se deslocando até a base de apoio para ajudar nas investigações. Juscelino Morais, pedreiro, destacou o espírito coletivo: “Nosso desejo é encontrar as crianças vivas. Viemos em mais de 50 pessoas e vamos ficar até a noite ajudando”, afirmou com esperança.
Antônio Pereira Brito, encarregado de asfalto, também parou de trabalhar para se juntar às equipes. “Quem tem filho se coloca no lugar. Viemos dar força para a comunidade”, disse. Pedro Ferreira, pescador, completou: “A vontade é grande. Se Deus quiser, vamos encontrar.”
Ajuda fundamental dos moradores locais
Quem não conhece a área de mata densa conta com a ajuda de moradores locais, que indicam trilhas e caminhos antigos. A ajuda tem sido crucial para ampliar as áreas de busca, como quando se lembrou de uma estrada que dá acesso ao Quilombo São Sebastião dos Pretos, importante ponto de investigação.
Avanços nas buscas
A operação segue com um suporte logístico estruturado, com a prefeitura de Bacabal montando duas bases de apoio para garantir que as equipes trabalhem 24 horas por dia. A estratégia de busca agora envolve recursos tecnológicos como drones com câmeras térmicas e apoio aéreo com helicópteros do Centro Tático Aéreo (CTA), que transportam equipes especializadas do Comando de Operações Especiais (Cosar) e do Batalhão de Choque.
“É um ambiente inóspito”, relatou o coronel Wallace Amorim, comandante da PM-MA, ao destacar as dificuldades do terreno. “As nossas equipes traçam perímetros e avançam em direção contrária ao ponto onde o menino de 8 anos foi encontrado. As buscas também contam com drones equipados com câmeras térmicas, usados para tentar localizar as crianças”, completou.
Estrutura de apoio e apoio aéreo
A área de busca está localizada em uma região de 15 km², com vegetação densa, pastos e açudes, onde o acesso é complicado. Segundo o tenente-coronel Marcos Bittencourt, as dificuldades incluem o terreno irregular e a presença de armadilhas feitas por caçadores. A presença de serpentes e animais silvestres também exige atenção redobrada das equipes.
No entanto, a esperança de encontrar as crianças continua. Wanderson Kauan, de 8 anos, foi encontrado há dois dias por produtores rurais e segue internado em observação, após informar que os irmãos estariam “mais à frente” na mata. Ele foi encontrado a aproximadamente 4 km do ponto inicial do desaparecimento.
Apoio da comunidade e resistência nas buscas
O apoio da comunidade local tem sido vital. Além de moradores que oferecem informações sobre caminhos e trilhas, embarcações estão sendo usadas para explorar o rio Mearim nas proximidades. A cada dia, a esperança de localizar Ágatha e Allan se renova, com mais voluntários e forças de segurança trabalhando incansavelmente para trazer as crianças de volta para casa.
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