
Na tarde desta terça-feira (3), completou-se um mês desde o desaparecimento de Ágatha Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos), que sumiram na tarde de 4 de janeiro, em São Sebastião dos Pretos, um povoado localizado na região do Médio Mearim, no interior do Maranhão. Desde então, a comunidade de Bacabal e as autoridades estão imersas em uma operação contínua de busca que envolve diversos órgãos de segurança e centenas de voluntários.
O desaparecimento das duas crianças gerou uma onda de solidariedade e mobilização sem precedentes, fazendo com que a cidade se unisse em torno da esperança de encontrar as crianças e dar um desfecho positivo ao caso.
Operação de busca: uma força-tarefa com apoio de diferentes entidades
Desde o dia em que as crianças desapareceram, foi montada uma força-tarefa formada por policiais militares, bombeiros civis, policiais civis, membros da Defesa Civil, e até mesmo voluntários da cidade, que se uniram para intensificar as buscas. A região em que os irmãos desapareceram é composta por áreas de mata densa, descampadas e diversos cursos d’água, o que torna a operação desafiadora.
O trabalho se iniciou rapidamente, com os primeiros dias de buscas concentrados em áreas de mata, inicialmente com o Comando de Sobrevivência em Área Rural (COSAR) da Polícia Militar, e foi reforçado por equipes do Centro Tático Aéreo (CTA), Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, além de outros órgãos como o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil.
“A operação está sendo conduzida de forma contínua e sem parar. É uma luta diária, mas seguimos confiantes, mesmo diante da dificuldade da situação”, afirmou um dos líderes da força-tarefa.
Tecnologia de ponta nas buscas: cães farejadores, drones e sonar subaquático
A intensidade da operação é evidenciada pelo uso de tecnologias avançadas para facilitar o trabalho de busca nas áreas mais remotas e desafiadoras.
- Cães farejadores foram fundamentais para percorrer áreas de mata densa, localizando vestígios e pistas que poderiam passar despercebidas pelas equipes humanas.
- Drones equipados com câmeras térmicas sobrevoaram as áreas de difícil acesso, identificando variações de calor, que ajudaram a identificar possíveis rotas das crianças.
- No leito do Rio Mearim, a Marinha usou side scan sonar, um equipamento avançado que permite identificar objetos submersos, mesmo em águas turvas — um desafio extra devido às condições do rio.
Com o suporte dessas tecnologias, as equipes intensificaram a varredura da área, alcançando locais de difícil acesso que antes não poderiam ser alcançados por via terrestre.
Bases de apoio e voluntários: uma comunidade unida na busca
Com o crescimento das buscas, a Prefeitura de Bacabal atuou na instalação de duas bases operacionais, uma no povoado São Sebastião dos Pretos e outra no povoado Santa Rosa, para apoiar as equipes de busca e oferecer suporte às famílias. Essas bases estão equipadas com estrutura necessária para acolher os agentes de segurança e os voluntários, além de fornecer atendimento médico a todos os envolvidos na operação.
A adesão da comunidade local tem sido fundamental. Ao todo, mais de 1.000 voluntários se envolveram nas buscas em diferentes momentos, e o apoio da população tem se mostrado essencial para ampliar o alcance das operações.
Investigação paralela: Polícia Civil atua com rigor e novas abordagens
Enquanto as buscas seguem intensas, a Polícia Civil instaurou um inquérito criminal para apurar o caso, incluindo a linha de investigação que aponta o possível envolvimento de terceiros. As investigações são realizadas com o apoio de unidades especializadas, tanto de Bacabal quanto da capital, São Luís.
Além disso, foi acionado o protocolo Amber Alert, com a emissão de alertas através do Facebook e Instagram para os usuários localizados em um raio de até 160 quilômetros do local do desaparecimento, com fotos das crianças e informações relevantes.
O disque-denúncia (181) também está ativo para que a população possa contribuir com informações que possam ajudar a resolver o caso.
Perícia e análise dos vestígios encontrados
O trabalho da Perícia Oficial do Estado foi iniciado com a análise de todos os vestígios encontrados nas áreas de busca. Equipamentos pessoais e outros objetos foram examinados detalhadamente por peritos, além do coleta de material genético das famílias, visando possíveis comparações e avanços nas investigações.
O delegado responsável, Éderson Martins, da Polícia Civil, destacou a importância da colaboração popular para o avanço do caso. Ele afirmou que a disseminação de boatos prejudica a investigação e o sofrimento das famílias envolvidas.
Cenário atual: concentração nas buscas subaquáticas e novas pistas
Após varreduras em toda a área de mata, as buscas se concentraram principalmente em pontos de interesse identificados com base em informações prestadas pela criança localizada, Anderson Kauã, que indicou rotas que ele e seus primos haviam seguido.
A Polícia Civil não descarta a possibilidade de envolvimento de terceiros, mas segue priorizando a hipótese de que as crianças tenham se perdido na mata. A investigação continua, e as buscas, tanto aéreas quanto subaquáticas, são intensificadas a cada dia.
Ações da Polícia Civil e próximas etapas
A Polícia Civil do Maranhão permanece com o trabalho de investigação e monitora as novas linhas de apuração. Para a população, a dica é seguir acompanhando as informações oficiais e evitar a disseminação de informações falsas, que podem atrapalhar o processo de apuração.
A continuidade da força-tarefa e a utilização de novas tecnologias nas buscas indicam que, apesar do tempo decorrido, as autoridades não perderam a esperança de um desfecho positivo.
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