• Assassino de delegado em Caxias é condenado a mais de 43 anos de prisão

    Homem que matou delegado em Caxias é condenado a mais de 43 anos de prisão.
    Homem que matou delegado em Caxias é condenado a mais de 43 anos de prisão.

    O Tribunal do Júri de Caxias condenou a mais de 43 anos de prisão o homem responsável pela morte do delegado Márcio Mendes Silveira, em um dos crimes que mais repercutiram no Maranhão nos últimos anos.

    O réu, Leandro da Silva Sousa, foi considerado culpado pelo homicídio e por duas tentativas de homicídio contra policiais civis durante a ação.

    Delegado foi morto durante cumprimento de mandado

    O crime aconteceu em julho de 2025, no povoado Jenipapeiro, zona rural do município.

    Na ocasião, uma equipe da Polícia Civil do Maranhão foi até o local para cumprir um mandado judicial.

    Ao entrarem no imóvel, os agentes foram surpreendidos:

    • o delegado foi atingido por um disparo de espingarda calibre .20 no tórax
    • morreu ainda no local
    • dois policiais civis também foram feridos

    Um dos agentes foi baleado no braço e na coxa. O outro sofreu fraturas graves no antebraço e na mão.

    Prisão ocorreu horas após o crime

    Após o assassinato, uma força-tarefa das forças de segurança foi mobilizada.

    O suspeito foi localizado e preso cerca de 24 horas depois do crime, sendo conduzido à delegacia regional, onde foi autuado.

    Pena ultrapassa 43 anos de reclusão

    Na sentença, o Tribunal do Júri definiu as seguintes penas:

    • 21 anos pelo homicídio do delegado
    • 10 anos e 6 meses por tentativa de homicídio (1º policial)
    • 10 anos e 6 meses por tentativa de homicídio (2º policial)
    • 1 ano e 4 meses por receptação

    No total, a condenação soma 43 anos e 4 meses de prisão, além de multa.

    Caso teve forte repercussão

    O assassinato do delegado causou grande comoção e mobilizou autoridades de segurança em todo o estado.

    A condenação é vista como uma resposta do sistema de justiça diante de um crime considerado de extrema gravidade, especialmente por ter vitimado um agente público em serviço.

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