• Teto e muro do Clubão da Cohab desabam durante preparativos de escola de samba e deixam feridos em São Luís

    Estrutura do Clubão da Cohab cedeu durante preparativos de escola de samba; imóvel estava interditado por risco estrutural.
    Estrutura do Clubão da Cohab cedeu durante preparativos de escola de samba; imóvel estava interditado por risco estrutural.

    Um desabamento no tradicional “Clubão da Cohab”, em São Luís, deixou ao menos quatro pessoas feridas na tarde desta terça-feira de Carnaval. Parte do teto e um muro do imóvel cederam enquanto o espaço era utilizado para a preparação de fantasias de uma escola de samba local.

    O prédio estava interditado havia cerca de dois anos por determinação do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, devido a riscos estruturais. Apesar da restrição, o local vinha sendo usado como oficina para confecção de adereços e indumentárias carnavalescas.

    Feridos e primeiros atendimentos

    De acordo com relatos de testemunhas, o desabamento ocorreu de forma repentina. Pessoas que estavam no interior do imóvel foram atingidas pelos escombros. Informações preliminares apontam que entre os feridos há mulheres com fraturas expostas e crianças que apresentaram hemorragias.

    Populares iniciaram o socorro antes da chegada das equipes de emergência. Posteriormente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e o Corpo de Bombeiros assumiram a ocorrência.

    As vítimas foram encaminhadas a unidades hospitalares da capital. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde atualizado dos feridos.

    Imóvel estava interditado

    O Clubão da Cohab já possuía restrição formal de uso por parte do Corpo de Bombeiros, emitida após inspeção técnica que identificou riscos estruturais. A interdição previa a proibição de atividades no interior do prédio até que as adequações necessárias fossem realizadas.

    A utilização do espaço para atividades ligadas ao Carnaval levanta questionamentos sobre eventual descumprimento da medida administrativa.

    Possíveis responsabilidades legais

    Caso seja comprovado que responsáveis pela escola de samba ou gestores do imóvel autorizaram o uso do espaço mesmo cientes da interdição, poderá haver responsabilização criminal.

    Especialistas apontam que, dependendo da apuração, o caso pode ser enquadrado como lesão corporal culposa — quando não há intenção de causar dano — ou até dolo eventual, se for entendido que houve consciência do risco e, ainda assim, a exposição de pessoas ao perigo foi permitida.

    A Polícia Civil deverá instaurar inquérito para apurar as circunstâncias do desabamento e identificar eventuais responsáveis.

    Autoridades devem realizar nova vistoria técnica no imóvel para avaliar as condições estruturais remanescentes e determinar interdição total da área.

    Até o fechamento desta matéria, não houve manifestação oficial da diretoria da escola de samba envolvida.

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