• Moto Club de São Luís acumula R$ 10 milhões em dívidas trabalhistas após bloqueio de R$ 250 mil

    A crise financeira do Moto Club de São Luís ganhou um novo capítulo nesta semana. O presidente Artur Cabral Marques revelou que o clube enfrenta cerca de R$ 10 milhões em dívidas trabalhistas, valor acumulado ao longo de gestões anteriores. A declaração ocorreu após a confirmação de que R$ 250 mil, doados pelo governo estadual, foram bloqueados judicialmente.

    Segundo o dirigente, o bloqueio ocorreu logo após o depósito da quantia na conta do clube. O recurso seria utilizado para auxiliar na manutenção das atividades, mas acabou atingido por decisões da Justiça do Trabalho.

    Bloqueios recorrentes agravam situação financeira

    De acordo com Cabral, a situação se repete sempre que há entrada de valores nas contas do clube.

    “Todas as vezes que cai alguma quantia, ocorre o bloqueio para pagamento das dívidas trabalhistas, que já chegam a R$ 10 milhões. São débitos antigos que foram se acumulando ao longo dos anos”, afirmou.

    O presidente evitou mencionar nomes de ex-dirigentes responsáveis pelo endividamento, mas reconheceu que os compromissos vêm de administrações passadas e impactam diretamente a atual gestão.

    Defesa jurídica e tentativa de reorganização

    Apesar do bloqueio, a diretoria informou que o valor de R$ 250 mil não deverá ser totalmente destinado aos credores. O departamento jurídico foi acionado para tentar reverter parte da retenção, sob o argumento de que o clube possui outros ativos e compromissos financeiros prioritários.

    A estratégia, segundo Cabral, é manter uma administração cautelosa, evitando ampliar o passivo existente. “Precisamos gastar apenas aquilo que temos condições de pagar”, destacou.

    Sem patrocínios robustos e sem previsão de receitas consistentes no curto prazo, o Moto Club tenta equilibrar a tradição histórica no futebol maranhense com a necessidade urgente de reestruturação financeira.

    O cenário reforça os desafios enfrentados por clubes regionais, especialmente aqueles que carregam passivos trabalhistas elevados e dependem de apoio público ou patrocínios pontuais para manter suas atividades.

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