• Caso levanta suspeitas: beneficiário do Bolsa Família assume empresas de ônibus em São Luís

    Uma mudança societária envolvendo empresas do transporte coletivo de São Luís está gerando questionamentos e levantando suspeitas sobre possível uso de “laranjas” no setor.

    As viações Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna, que operam no sistema de transporte da capital e da Grande Ilha, passaram por alteração no controle acionário no início deste ano. As empresas enfrentam um cenário financeiro delicado, com dívidas que somam cerca de R$ 177 milhões e processo de recuperação judicial em andamento.

    De acordo com registros da Junta Comercial do Maranhão, desde o dia 29 de janeiro, o controle total da DAJP Participações — holding responsável pelas duas viações — passou para o nome de Willame Alves dos Santos.

    O que chama atenção no caso é o perfil do novo proprietário. Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, Willame seria beneficiário do programa social Bolsa Família e teria histórico de baixa renda, o que levanta dúvidas sobre sua real capacidade financeira para assumir empresas com alto nível de endividamento.

    Antes da mudança, a holding estava registrada em nome de Deborah Piorski Ferreira, filha do empresário Pedro Paulo Pinheiro Ferreira, apontado como sócio oculto do grupo empresarial. Ele ocupa atualmente o cargo de vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís.

    A situação ganha ainda mais relevância diante do momento crítico vivido pelas empresas. Na última semana, as viações anunciaram paralisação temporária das atividades, alegando falta de repasses de subsídios por parte da Prefeitura de São Luís, responsável pela gestão do sistema de transporte urbano.

    O caso pode ter desdobramentos nas esferas administrativa e judicial, especialmente se forem confirmadas irregularidades na composição societária das empresas.

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