O roteiro foi de tensão máxima na Arena Independência. Jogo travado, poucas chances claras e decisão nas penalidades. Foi ali que brilhou a estrela de Everson. O goleiro defendeu duas cobranças, converteu a sua e colocou o Clube Atlético Mineiro na final do Campeonato Mineiro, logo na estreia do técnico Eduardo Domínguez.
Após empate sem gols com o América Futebol Clube, a vaga foi decidida nos pênaltis. E, quando o jogo exige personalidade, Everson respondeu como protagonista.
Um clássico travado e de muita marcação
O primeiro tempo foi típico de semifinal estadual: tensão, intensidade e pouca fluidez ofensiva. O América adotou postura agressiva, pressionando a saída de bola atleticana e dificultando a construção desde o campo defensivo.
O Atlético tentou explorar principalmente a força de Hulk. Já nos minutos finais da etapa inicial, Gustavo Scarpa arriscou de fora da área, mas parou em defesa segura de Gustavo.
Do outro lado, Felipe Amaral e Eduardo Person finalizaram para o América, exigindo atenção de Everson, que manteve o 0 a 0 no placar.
Era um jogo de nervos. De encaixes táticos. De pouca margem para erro.
Domínguez muda o time e assume o risco
Na volta do intervalo, Eduardo Domínguez mostrou que não estava disposto a aceitar a neutralidade do jogo. Sacou um lateral para a entrada do meia Cissé e, pouco depois, lançou mão de três atacantes — incluindo Dudu — numa tentativa clara de empurrar o América para trás.
A postura mudou. O Atlético passou a ter mais posse, mais presença ofensiva e maior ocupação do campo de ataque.
Mas o América respondeu com organização defensiva. Recuou as linhas, compactou o sistema e praticamente ergueu uma barreira à frente da área.
O Galo pressionava, mas não conseguia transformar volume em chance clara. Faltava o último passe. Faltava o detalhe.
E o detalhe não veio.
O empate persistiu até o apito final.
Pênaltis: o palco de Everson
Quando a disputa foi para as penalidades, o clima na Arena Independência era de pura tensão.
Hulk abriu as cobranças com potência. Bola indefensável.
Na sequência, Eduardo Person bateu para o América. Everson voou e defendeu. Primeira intervenção decisiva.
Renan Lodi e Gabriel Barros converteram suas cobranças.
Mas o Atlético voltou a dar esperança ao rival quando Júnior Alonso isolou.
O América teve a chance de empatar com Felipe Amaral. Bateu no meio. Everson defendeu mais uma.
Maycon e Paulinho mantiveram a vantagem atleticana.
E coube ao próprio Everson fechar a série. Caminhada firme. Olhar fixo. Cobrança segura.
Gol.
Classificação.
Explosão.
Liderança e personalidade em momento decisivo
Everson não foi apenas um goleiro que pegou pênaltis. Foi líder. Foi frio. Foi decisivo.
Num jogo em que o Atlético não conseguiu impor superioridade técnica, a decisão veio pela força mental.
A estreia de Eduardo Domínguez ganha contornos ainda mais simbólicos. Classificação em clássico, superação na disputa de pênaltis e final garantida contra o Cruzeiro Esporte Clube, no próximo domingo, às 18h, em jogo único.
O Cruzeiro chega embalado após eliminar o Pouso Alegre com duas vitórias. A decisão promete.
Próximos compromissos
América-MG
- Tirol-CE (C) – 04/03, 21h30 – Copa do Brasil
- Goiás (F) – 21/03 – Série B
- Botafogo-SP (C) – 31/03 – Série B
Atlético-MG
- Internacional (C) – 11/03, 19h – Brasileirão
- Vitória (F) – 14/03, 18h30 – Brasileirão
- São Paulo (C) – 18/03, 20h – Brasileirão
Acompanhe a cobertura completa da final do Mineiro aqui no portal.
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