• Feminicídio em Imperatriz: mulher é assassinada após recusar pedido do ex e crime ocorre diante das filhas

    Mulher de 37 anos é morta a facadas pelo ex-companheiro em Imperatriz após se recusar a dormir com ele. Crime ocorreu diante das filhas.
    Mulher de 37 anos é morta a facadas pelo ex-companheiro em Imperatriz após se recusar a dormir com ele. Crime ocorreu diante das filhas.

    Um crime brutal chocou moradores de Imperatriz, no sudoeste do Maranhão, na noite deste sábado (7). Uma mulher de 37 anos foi assassinada dentro da própria casa após se recusar a atender uma exigência do ex-companheiro. O caso é tratado pelas autoridades como feminicídio, a forma mais extrema de violência contra a mulher, e ocorreu na presença das filhas da vítima, o que torna a tragédia ainda mais grave.

    A vítima foi identificada como Simone da Silva Santos. Segundo informações confirmadas pela polícia, ela estava separada do suspeito, Maurellyo Lopes Castilho, de 45 anos. Mesmo após o fim do relacionamento, o homem continuava a procurar Simone e, no dia do crime, teria ido até a residência dela com a intenção de dormir no local.

    Recusa, violência e morte dentro de casa

    De acordo com os primeiros levantamentos, Simone recusou o pedido do ex-companheiro. A negativa teria sido o estopim para uma reação violenta. Armado com uma faca, Maurellyo atacou a ex-companheira dentro da residência, localizada no bairro Nova Imperatriz. A vítima ainda tentou fugir para escapar das agressões, mas foi alcançada pelo agressor e sofreu múltiplos golpes.

    Simone não resistiu aos ferimentos e morreu antes da chegada de qualquer tipo de socorro médico. O crime aconteceu diante das filhas da vítima, que presenciaram toda a cena, aumentando o impacto emocional e social do caso.

    Medida protetiva e descumprimento da lei

    A Polícia Militar informou que Simone possuía medida protetiva de urgência contra o suspeito, o que evidencia que o histórico de violência já era conhecido pelas autoridades. Mesmo assim, o agressor descumpriu a determinação judicial e se aproximou da vítima, culminando no assassinato.

    Após o ataque, Maurellyo não fugiu do local. Ele permaneceu na residência e foi preso em flagrante pelas forças de segurança, sendo conduzido ao Plantão Central de Imperatriz. O homem segue detido e à disposição da Justiça.

    Investigação como feminicídio

    O caso será investigado pela Polícia Civil do Maranhão como feminicídio, crime previsto no Código Penal Brasileiro e caracterizado quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

    A investigação deve apurar todos os detalhes do ocorrido, incluindo o descumprimento da medida protetiva, possíveis ameaças anteriores e o histórico de agressões no relacionamento. Testemunhos, perícia no local do crime e laudos técnicos serão fundamentais para a formalização da denúncia.

    Violência doméstica e o ciclo que se repete

    O assassinato de Simone da Silva Santos se soma a uma estatística alarmante de violência contra a mulher no Maranhão e no Brasil. Casos como esse revelam um padrão recorrente: relações marcadas por controle, insistência, descumprimento de medidas judiciais e, em muitos casos, a escalada da violência até o desfecho fatal.

    Especialistas alertam que o momento de separação é um dos períodos de maior risco para mulheres em relacionamentos abusivos. A tentativa de retomada do controle por parte do agressor, associada à recusa da vítima, frequentemente resulta em agressões graves ou homicídios.

    Impacto social e psicológico

    Além da perda irreparável da vida de Simone, o crime deixa marcas profundas nas filhas da vítima, que presenciaram o assassinato da mãe. Crianças e adolescentes expostos a esse tipo de violência tendem a desenvolver traumas psicológicos duradouros, exigindo acompanhamento especializado e apoio do poder público.

    Organizações de defesa dos direitos das mulheres reforçam a importância da denúncia, do fortalecimento das redes de proteção e da efetiva fiscalização do cumprimento de medidas protetivas, para evitar que decisões judiciais sejam ignoradas com consequências fatais.

    Onde buscar ajuda

    Casos de violência doméstica podem e devem ser denunciados. Mulheres em situação de risco podem buscar apoio por meio do Disque 180, canal nacional de atendimento à mulher, que funciona 24 horas por dia, gratuitamente. Em situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190.

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