• Governo do Maranhão exonera Eva Curió de cargo na SECAP em meio a investigações

    A exoneração de Eva Curió, superintendente da SECAP, foi determinada pelo Governo do Maranhão após desdobramentos da Operação Tântalo II.
    A exoneração de Eva Curió, superintendente da SECAP, foi determinada pelo Governo do Maranhão após desdobramentos da Operação Tântalo II.

    SÃO LUÍS – O Governo do Maranhão, por meio de ato publicado no Diário Oficial do Estado de 5 de janeiro de 2026, exonerou Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, conhecida como Eva Curió, do cargo de superintendente de Articulação Regional da Regional de Viana, vinculado à Secretaria de Estado de Articulação Política (SECAP). A exoneração tem efeitos retroativos a 24 de dezembro de 2025.

    A decisão foi assinada pelo governador Carlos Brandão e pela secretária-chefe da Casa Civil em exercício, Maria Olindina de Medeiros Moreira. O ato administrativo menciona que a exoneração foi tomada com base nas atribuições legais do governador, e faz referência a um ofício encaminhado por um órgão do governo estadual.

    A medida ocorre em meio ao avanço da Operação Tântalo II, conduzida pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal de Turilândia, município onde Eva Curió e o prefeito, Paulo Curió, estão sendo investigados.

    A Operação Tântalo II e a exoneração

    O MP-MA aponta que as investigações revelaram a existência de uma organização criminosa estruturada, envolvida no desvio de recursos públicos, principalmente nas áreas da Saúde e Assistência Social, por meio de empresas fictícias e contratos simulados. O prejuízo estimado aos cofres públicos gira em torno de R$ 56 milhões. Como resultado, o prefeito Paulo Curió e a vice-prefeita Tânia Mendes foram presos, e vários vereadores de Turilândia também estão sendo investigados.

    O Ministério Público do Maranhão segue conduzindo a apuração sobre o caso, com as oitivas dos investigados inicialmente programadas para esta semana, mas adiadas para o dia 9 de janeiro de 2026, a pedido da defesa.

    A exoneração de Eva Curió é vista como parte do contexto da Operação Tântalo II e reflete os desdobramentos das investigações, que podem envolver mais figuras do governo municipal de Turilândia. Embora não haja substituto nomeado para o cargo de superintendente, a Secretaria de Estado de Articulação Política (SECAP) se manifestou, informando que a decisão foi tomada em função dos “fatos recentes”, em alusão à operação.

    Desdobramentos da investigação

    Além da prisão do prefeito e da vice-prefeita, as investigações continuam em andamento. A Polícia Civil e o Ministério Público estão aprofundando a apuração sobre os desvios de recursos públicos e a utilização de empresas fictícias para fraudar contratos e desviar dinheiro destinado a áreas essenciais, como saúde e assistência social.

    O caso também envolve o uso indevido do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), com desvios que afetaram diretamente o financiamento de políticas públicas voltadas à educação básica no município.

    Considerações sobre o impacto

    A exoneração de Eva Curió não só repercute em Turilândia, onde as investigações se concentram, mas também em São Luís e em outras cidades do Maranhão, à medida que a Operação Tântalo II expõe a complexidade do esquema de corrupção. A medida também reforça o compromisso do Governo do Maranhão em colaborar com as investigações e em garantir que as instituições públicas mantenham altos padrões de legalidade e moralidade administrativa.

    Em nota oficial, a Secretaria de Estado de Articulação Política (SECAP) informou que está à disposição para colaborar com as autoridades competentes no esclarecimento dos fatos e que seguirá acompanhando os desdobramentos da investigação. Até o momento, não há uma nomeação de substituto para o cargo de superintendente da Regional de Viana, o que sugere que o processo de transição está sendo aguardado.

    A exoneração de Eva Curió e os avanços nas investigações refletem uma ação significativa do Governo do Maranhão no combate à corrupção, visando à responsabilização de todos os envolvidos em esquemas de fraude e desvio de recursos públicos.

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