• Greve dos Rodoviários em São Luís: MP pede aumento de subsídio e renovação da frota do transporte público

    SÃO LUÍS – A greve dos rodoviários que paralisou o transporte público na Grande São Luís entrou no oitavo dia nesta sexta-feira (6), causando transtornos à população. A situação levou o Ministério Público do Maranhão (MPMA) a ajuizar uma Ação Civil Pública pedindo, entre outras coisas, o aumento imediato do subsídio do transporte coletivo e a renovação da frota de ônibus.

    Medidas urgentes solicitadas pelo MPMA

    O MPMA pediu ao Judiciário que determine um aumento de R$ 0,80 no valor do subsídio pago atualmente por passageiro transportado, elevando de R$ 1,35 para R$ 2,15. O órgão argumenta que o valor atual não cobre os custos do sistema e pode levar a novas paralisações, especialmente com o reajuste salarial dos rodoviários previsto para 2026. Além disso, o MP também solicitou que os consórcios responsáveis pela operação do sistema coloquem 100 novos ônibus em circulação no prazo de seis meses.

    Renovação da frota e retirada de veículos antigos

    Outro ponto crítico levantado pelo MPMA é a necessidade urgente de renovação da frota de ônibus. O Ministério Público solicitou a retirada imediata de todos os ônibus com mais de 10 anos de uso, conforme normas municipais. Segundo o MP, os ônibus convencionais não podem ter mais de 10 anos, enquanto os articulados não devem ultrapassar 12 anos de idade. A mudança seria essencial para melhorar a qualidade do serviço e a segurança dos usuários.

    Ação sobre a planilha de custos e multas

    O MPMA também pediu a apresentação da planilha de custos usada para calcular a tarifa atual, além de solicitar a realização de uma perícia judicial para atualizar o custo real do serviço. Em caso de descumprimento das determinações judiciais, o órgão solicitou que seja aplicada uma multa diária de R$ 10 mil às partes envolvidas.

    Situação do transporte urbano e semiurbano em São Luís

    Atualmente, os ônibus do sistema semiurbano estão circulando, mas sem entrar nos terminais de integração. Isso tem dificultado o embarque e a integração dos passageiros, que são obrigados a pagar passagens adicionais para completar o trajeto. Por outro lado, as linhas do transporte urbano seguem paralisadas, gerando um grande impacto na mobilidade da população da capital maranhense.

    MPMA acusa descumprimento do acordo de greve

    Em um movimento mais recente, o Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) reagiu ao descumprimento do acordo coletivo que havia garantido a suspensão da greve. O TRT determinou medidas de bloqueio contra as empresas de transporte público por não atenderem à ordem judicial de retomar os serviços com 80% da frota. A situação permanece instável, com as empresas não cumprindo o acordo firmado judicialmente.

    Ações do poder público e expectativa pela normalização

    O poder público também tem se manifestado sobre a crise do transporte público. A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) informou que liberou vouchers para corridas de aplicativo aos passageiros afetados pela greve, como medida emergencial. Por sua vez, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB) reafirma que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, mas as questões trabalhistas e de responsabilidade das empresas não podem ser geridas pelo governo.

    O impacto da greve para a população

    Os transtornos causados pela greve afetam diretamente cerca de 700 mil passageiros, que enfrentam dificuldades para se locomover pela cidade. Com o sistema parcialmente paralisado, muitos dependem do transporte por aplicativo ou enfrentam o aumento do tráfego e congestionamentos.

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