• Greve de ônibus entra no 4º dia em São Luís e passageiros enfrentam dificuldades

    Sistema urbano segue totalmente parado; apenas linhas semiurbanas circulam na Grande Ilha
    Apenas linhas semiurbanas circulam na Grande Ilha; negociações continuam sem acordo

    A greve de ônibus em São Luís chegou ao quarto dia consecutivo nesta segunda-feira (16), mantendo completamente paradas as linhas do sistema urbano de transporte público da capital maranhense.

    Desde a última sexta-feira (13), cerca de 3 mil rodoviários suspenderam as atividades, afetando milhares de passageiros que dependem dos coletivos para se deslocar pela cidade.

    Atualmente, apenas os ônibus do sistema semiurbano, que conectam a capital aos municípios da região metropolitana, continuam circulando.

    Essas linhas atendem cidades como:

    • São José de Ribamar
    • Paço do Lumiar
    • Raposa

    Mesmo assim, os veículos não estão entrando nos terminais de integração, como o Terminal da Cohab, o que dificulta ainda mais a mobilidade dos usuários.

    Passageiros buscam alternativas para trabalhar

    Nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira, passageiros foram vistos aguardando transporte nas proximidades do terminal da Cohab.

    Sem ônibus urbanos, muitos moradores recorrem a alternativas como:

    • mototáxis
    • vans
    • carrinhos-lotação
    • aplicativos de transporte

    O aumento da demanda por esses serviços também tem provocado elevação nos preços e maior tempo de espera.

    Ministério Público tenta mediar acordo

    O Ministério Público do Maranhão, por meio da 2ª Promotoria de Defesa do Consumidor, realiza nesta segunda-feira duas reuniões para tentar avançar nas negociações.

    Segundo a promotora Lítia Cavalcante, o objetivo é buscar uma solução rápida para reduzir os impactos da paralisação sobre a população.

    “Nesse momento nós estamos tentando resolver o mais rápido possível a situação do consumo e do usuário. Então, pra isso, a melhor forma é a negociação”, afirmou.

    As reuniões ocorrem na sede da promotoria, no Centro da capital.

    • 10h: reunião sobre o sistema semiurbano, com participação da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros
    • 14h: reunião sobre o sistema urbano, com presença de rodoviários, empresas e da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes

    Reajuste salarial é motivo da paralisação

    Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, a greve foi motivada pelo descumprimento do reajuste salarial determinado pela Justiça do Trabalho.

    No início do ano, após uma paralisação de oito dias, ficou definido um aumento de 5,5% no salário da categoria.

    O salário-base dos rodoviários é de R$ 2.715,50, e o reajuste deveria representar um acréscimo de R$ 151,52.

    De acordo com o sindicato, o valor não foi incluído nos pagamentos, o que levou à paralisação.

    Prefeitura e empresas divergem sobre crise

    A Prefeitura de São Luís afirma que os subsídios ao sistema de transporte estão sendo pagos regularmente e atribui às empresas o descumprimento da decisão judicial que garantiu o reajuste aos trabalhadores.

    Já o SET afirma que o valor do subsídio pago pela prefeitura não é reajustado desde janeiro de 2024 e não cobre os custos atuais do sistema.

    Entre os fatores citados pelas empresas está o aumento do preço do diesel, que teria subido R$ 1,40 por litro na última semana.

    Transporte segue sem previsão de normalização

    Enquanto as negociações continuam, a paralisação segue afetando diretamente o deslocamento da população.

    A expectativa é que as reuniões desta segunda-feira avancem nas discussões e apontem uma solução para o impasse que mantém o transporte público urbano paralisado na capital maranhense.

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