• Greve de ônibus entra no 2º dia e deixa São Luís sem transporte urbano

    Sistema semiurbano segue operando, mas passageiros enfrentam dificuldades na capital

    Sistema semiurbano segue operando, mas passageiros enfrentam dificuldades na capital

    A greve dos rodoviários entrou no segundo dia neste sábado (14) e mantém paralisado o sistema de ônibus urbano de São Luís, provocando dificuldades para milhares de passageiros que dependem do transporte público.

    A paralisação foi iniciada na sexta-feira (13) e, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão, ocorre por causa do não pagamento do reajuste salarial da categoria.

    Enquanto os coletivos urbanos permanecem fora de circulação, os ônibus do sistema semiurbano continuam operando normalmente, atendendo bairros e municípios da região metropolitana.

    Reajuste salarial não teria sido pago

    De acordo com o sindicato, o movimento grevista foi motivado pelo descumprimento de um acordo firmado no início do ano entre trabalhadores e empresas.

    Em janeiro, o transporte público da capital maranhense já havia enfrentado uma paralisação que durou oito dias.

    Na ocasião, a Justiça do Trabalho determinou um reajuste salarial de 5,5% para os rodoviários.

    Com o aumento, o salário-base da categoria — atualmente de R$ 2.715,50 — deveria receber um acréscimo de R$ 151,52.

    Segundo o sindicato, porém, esse valor ainda não foi pago aos trabalhadores.

    A entidade também afirma que a decisão do Tribunal Regional do Trabalho não teria sido cumprida pelas empresas responsáveis pelo sistema.

    Semiurbano segue operando

    Apesar da paralisação do sistema urbano, os ônibus do sistema semiurbano seguem circulando.

    Essas linhas atendem bairros e cidades da região metropolitana, como:

    • São José de Ribamar
    • Raposa
    • Paço do Lumiar

    Mesmo assim, a ausência dos ônibus urbanos tem causado impacto direto na mobilidade dentro da capital, onde milhares de passageiros dependem do transporte coletivo diariamente.

    Prefeitura fala em motivação política

    O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, afirmou que a paralisação teria motivações políticas.

    Segundo ele, empresários do setor estariam pressionando o município por mais recursos financeiros, mesmo com os repasses de subsídio sendo realizados regularmente.

    Braide informou ainda que encaminhou representação criminal à Polícia Federal para investigar possíveis interesses por trás das paralisações no transporte público da capital.

    Empresas dizem que diálogo não avançou

    Por outro lado, o diretor executivo do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís, Paulo Pires, afirmou que não houve avanço nas negociações com a prefeitura.

    Segundo ele, ofícios enviados pelo setor empresarial à administração municipal não teriam recebido resposta.

    Diante da falta de entendimento, o impasse foi levado à Justiça e também ao Ministério Público do Maranhão.

    De acordo com o representante das empresas, existem ações judiciais em andamento pedindo medidas emergenciais para evitar o colapso do sistema de transporte público da capital.

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