• São Luís chega ao terceiro dia sem ônibus urbanos e greve afeta milhares de passageiros

    Sistema urbano segue totalmente parado; apenas linhas semiurbanas circulam na Grande Ilha
    Sistema urbano segue totalmente parado; apenas linhas semiurbanas circulam na Grande Ilha

    A cidade de São Luís entrou neste domingo (15) no terceiro dia consecutivo de greve no transporte público urbano, com todos os ônibus do sistema municipal fora de circulação.

    A paralisação começou na última sexta-feira (13) e envolve cerca de 3 mil trabalhadores rodoviários, segundo o sindicato da categoria.

    Enquanto o sistema urbano permanece totalmente parado, apenas ônibus do sistema semiurbano, que ligam a capital aos municípios da região metropolitana, seguem operando.

    Essas linhas atendem cidades como:

    • São José de Ribamar
    • Paço do Lumiar
    • Raposa

    Mesmo assim, os coletivos não estão entrando nos terminais de integração da capital, o que limita ainda mais o deslocamento dos passageiros.

    Greve começou por causa de reajuste salarial

    O estopim da paralisação foi o descumprimento do reajuste salarial de 5,5% determinado pela Justiça do Trabalho no início deste ano.

    Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, o aumento deveria representar um acréscimo de R$ 151,52 no salário da categoria.

    Apesar disso, o valor não teria sido incluído nos pagamentos recentes, o que levou os trabalhadores a iniciar o movimento grevista.

    De acordo com os rodoviários, a paralisação é uma forma de pressionar pelo cumprimento do acordo firmado anteriormente na Justiça.

    Prefeitura e empresas divergem sobre subsídios

    O impasse envolve também uma disputa entre a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes de São Luís e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros.

    A prefeitura afirma que todos os subsídios ao sistema de transporte estão sendo pagos regularmente.

    Segundo a gestão municipal, a paralisação seria injustificada e por isso foi apresentada uma ação judicial para declarar abusividade da greve e exigir circulação mínima de ônibus.

    Já as empresas alegam que o valor do subsídio municipal está defasado desde 2024 e não cobre os custos operacionais atuais.

    Entre os fatores citados está o aumento do preço do diesel, que teria subido cerca de R$ 1,40 por litro na última semana.

    Passageiros enfrentam dificuldades para se deslocar

    Com os ônibus urbanos parados, milhares de moradores da capital têm recorrido a transportes alternativos, como:

    • vans
    • mototáxis
    • aplicativos de transporte

    No entanto, a alta demanda tem provocado aumento nas tarifas e maior tempo de espera.

    Para reduzir os impactos da paralisação, a prefeitura informou que disponibilizou vouchers de transporte por aplicativo para usuários previamente cadastrados.

    Mesmo assim, o cenário ainda é de incerteza sobre quando o sistema voltará a operar normalmente.

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