• Greve completa uma semana e ônibus da Marina retornam, enquanto empresa 1001 segue totalmente parada

    Ônibus da Expresso Marina voltam a circular, enquanto a empresa 1001 segue totalmente parada na Grande São Luís.
    Ônibus da Expresso Marina voltam a circular, enquanto a empresa 1001 segue totalmente parada na Grande São Luís.

    A greve dos rodoviários completou uma semana nesta quarta-feira (19) e continua impactando milhares de passageiros na Grande São Luís. Apesar do retorno parcial dos ônibus da Expresso Marina, todo o sistema permanece longe da normalidade. A empresa 1001 — epicentro do impasse — segue com 100% da frota parada, mantendo cerca de 15 bairros totalmente sem atendimento desde a última sexta-feira (14).

    O Sindicato dos Rodoviários afirma que a paralisação persiste devido ao não pagamento de benefícios básicos e à ausência total de acerto com os funcionários demitidos. Segundo a categoria, apenas os trabalhadores ativos receberam os salários de novembro, mas itens essenciais como tíquete-alimentação, plano de saúde e outros direitos não foram quitados.

    Além disso, nenhuma rescisão dos ex-funcionários da 1001 teria sido paga, o que mantém o clima de indignação e a mobilização na porta da garagem. A orientação do sindicato é clara: a greve só terminará quando todas as pendências forem regularizadas, incluindo benefícios atrasados e acertos trabalhistas.

    Enquanto isso, apenas a Expresso Marina retomou a operação nesta semana, amenizando parcialmente o impacto para alguns bairros, mas longe de suprir a demanda geral dos usuários. As linhas operadas pela Marina atendem regiões como Vila Cascavel, Mato Grosso, Tajipuru, Tajaçuaba, Vila Vitória, Cajupary/Nova Vida, Vila Aparecida, Cidade Olímpica, Santa Clara, Socorrão Rodoviária, São Raimundo/Bandeira Tribuzzi, Uema Ipase, Janaína Riod, Cidade Operária/São Francisco, José Reinaldo Tavares, Maiobinha, Tropical/Santos Dumont e Tropical/São Francisco.

    Já a falta dos ônibus da 1001 mantém bairros inteiros isolados do sistema de transporte público. Ribeira, Vila Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu seguem sem atendimento, agravando a rotina de trabalhadores, estudantes e pacientes que dependem exclusivamente dos coletivos.

    Com a greve completando sete dias, cresce a pressão sobre empresários, Prefeitura e Justiça do Trabalho para que medidas definitivas sejam tomadas. Até o momento, no entanto, o impasse permanece sem acordo e sem previsão clara de encerramento.

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