
O Internacional decidiu agir longe dos holofotes — e conseguiu surpreender até os bastidores mais atentos do mercado da bola. Sem rumores prévios, vazamentos ou especulações, o clube gaúcho anunciou nesta semana o acerto com o meia Paulinho de Paula, ex-Vasco, que estava livre no mercado desde o fim da temporada passada.
O movimento silencioso pegou muita gente de surpresa e marca o primeiro reforço oficial do Inter para 2026, dando início ao processo de reformulação do elenco sob o comando do técnico Paulo Pezzolano.
Paulinho chega a Porto Alegre nesta sexta-feira (9) para realizar exames médicos e concluir os trâmites burocráticos. Se aprovado, será integrado imediatamente ao elenco profissional no CT Parque Gigante. O anúncio oficial veio em nota curta, direta e sem rodeios — um estilo que foge do padrão recente do mercado brasileiro, onde negociações costumam vazar dias antes de serem concretizadas.
Uma aposta estratégica do Colorado
Livre após o fim do contrato com o Vasco, Paulinho se tornou uma oportunidade de mercado. Aos 26 anos, o meio-campista chega sem custos de transferência, algo cada vez mais valorizado pelos clubes da Série A diante do cenário financeiro mais cauteloso.
Internamente, o Inter avalia que o jogador ainda tem margem de crescimento e pode recuperar o protagonismo que teve em 2023, quando foi peça-chave na arrancada histórica do Vasco para escapar do rebaixamento. Naquele ano, Paulinho marcou gol decisivo contra o Bragantino, na última rodada, e virou símbolo da reação cruz-maltina.
Da ascensão à queda de espaço no Vasco
O roteiro de Paulinho no Vasco foi intenso. Depois de um 2023 de afirmação, o meia começou 2024 cercado de expectativas, mas teve a trajetória abruptamente interrompida por uma grave lesão no joelho, com ruptura de ligamentos, sofrida ainda no Campeonato Carioca.
O problema o tirou de praticamente toda a temporada. O retorno só aconteceu na rodada final do Brasileirão, longe do ritmo ideal. Em 2025, até iniciou o ano como titular com Fábio Carille, mas acabou perdendo espaço ao longo da temporada e foi pouco utilizado por Fernando Diniz, especialmente em jogos decisivos.
No último ano, Paulinho somou 27 partidas, um gol e uma assistência. No total pelo Vasco, foram 52 jogos, dois gols e três assistências — números modestos, mas que não contam toda a história de um jogador que atuou muitas vezes fora de sua função ideal e voltou de uma lesão séria.
Concorrência e bastidores da negociação
Antes de fechar com o Internacional, Paulinho chegou a receber sondagens de clubes do Oriente Médio e também de outras equipes da Série A. As conversas com o Vasco para renovação esfriaram no segundo semestre, e a diretoria cruz-maltina optou por não avançar.
Foi nesse cenário que o Inter entrou em cena, com discrição, rapidez e um projeto esportivo apresentado diretamente ao jogador. A identificação com o perfil do elenco e a possibilidade de recomeçar em um ambiente competitivo pesaram na decisão.
Recado claro ao mercado
Ao fechar com Paulinho sem alarde, o Internacional manda um recado claro: o clube está ativo, atento às oportunidades e disposto a agir antes dos concorrentes. A contratação não é midiática, mas estratégica — exatamente o tipo de movimento que costuma render resultado a médio prazo.
Se vai dar certo dentro de campo, o tempo dirá. Mas fora dele, o Inter já venceu a primeira disputa: a da antecipação.
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