
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) marcará para as 9h desta sexta-feira (23) o julgamento do pedido de intervenção estadual no município de Turilândia, feito pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). A solicitação, que visa restabelecer a normalidade constitucional na cidade, leva em conta as investigações de um grande esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura e a Câmara de Vereadores do município, com desvios de mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos.
O pedido de intervenção e os envolvidos
O desembargador Gervásio Protásio dos Santos será o responsável pelo julgamento do caso e, em despacho recente, determinou a designação de uma sessão extraordinária para discutir a representação protocolada pelo MPMA. A justificativa para o pedido de intervenção é a necessidade de restabelecer a ordem e garantir a normalidade constitucional no município, que está em meio a uma crise política e institucional devido aos atos de corrupção.
O inquérito conduzido pelo MPMA aponta o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, como o líder da organização criminosa que teria desviado verbas públicas em benefício próprio. Além dele, 11 vereadores da cidade estão com prisão domiciliar e outros membros da administração municipal, incluindo a vice-prefeita, a primeira-dama e o contador, estão presos preventivamente. Ex-gestores e servidores públicos também estão entre os detidos.
A Operação Tântalo II
O caso começou a ganhar notoriedade no dia 22 de dezembro de 2025, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MPMA, deflagrou a Operação Tântalo II. Durante a operação, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão contra os suspeitos, que estariam agindo em conluio com empresários para desviar grandes quantias de dinheiro público.
A expectativa e o impacto da decisão
O julgamento do pedido de intervenção é aguardado com grande expectativa, uma vez que a decisão pode resultar na afastamento temporário dos gestores e no restabelecimento de um governo estadual interventor até que o cenário político e administrativo da cidade se normalize. Caso a intervenção seja aceita, o Maranhão passará a ter uma gestão temporária, com o objetivo de garantir a recuperação da ordem e das finanças municipais.
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