• Médico e enfermeira são exonerados após invasão armada no Samu em Paço do Lumiar

    Sede do Samu em Paço do Lumiar, onde ocorreu a invasão armada na madrugada de domingo.
    Sede do Samu em Paço do Lumiar, onde ocorreu a invasão armada na madrugada de domingo.

    Um episódio marcado por ciúmes, invasão a prédio público e ameaças armadas terminou em prisão em flagrante e na exoneração de dois profissionais da saúde em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. O caso ocorreu na madrugada do último domingo (25) e envolveu a sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no bairro Maiobão.

    Após a repercussão da ocorrência, a direção do serviço decidiu exonerar um médico e uma enfermeira que atuavam na unidade e que estariam envolvidos em um suposto relacionamento amoroso, apontado como motivação para a ação criminosa.

    Invasão, ameaça e prisão em flagrante

    De acordo com informações da polícia, Helder Wagner Alves de Sousa foi preso em flagrante após invadir a sede do Samu por volta da meia-noite, pulando a cerca da unidade. Armado, ele teria ido ao local para confrontar o médico Cleison de Souza Avelar, a quem acusava de manter um relacionamento com sua esposa, enfermeira da unidade.

    A Polícia Militar do Maranhão foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops). Ao chegarem ao local, os policiais constataram que o suspeito ameaçou o vigia da unidade e, em seguida, apontou uma arma em direção ao médico, dentro das dependências do serviço público.

    Funcionários contiveram o agressor

    Antes da chegada da PM, funcionários do Samu intervieram para conter o invasor. Houve luta corporal, e Helder Wagner foi imobilizado. Durante a ação, a polícia apreendeu uma espingarda artesanal calibre .28 e uma faca que estavam em posse do suspeito.

    Após receber voz de prisão, ele foi encaminhado à Delegacia do Maiobão, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

    Exonerações e repercussão

    Diante da gravidade do episódio e da repercussão do caso, a coordenação do Samu decidiu afastar definitivamente o médico e a enfermeira envolvidos na ocorrência. Segundo informações ligadas à investigação, o marido da profissional seria, inclusive, responsável por custear o curso de Medicina da esposa — dado que intensificou ainda mais a tensão emocional que culminou no crime.

    O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e reacende o debate sobre segurança em unidades de saúde, além dos impactos de conflitos pessoais no ambiente de trabalho, especialmente em serviços essenciais como o atendimento de urgência.

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