
Uma decisão da Justiça do Maranhão pode provocar mudanças na direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT). O juiz Márcio Castro Brandão, titular da 3ª Vara Cível de São Luís, determinou a recondução de Francimar Monteiro de Melo à presidência estadual da legenda.
A decisão foi proferida no dia 3 de março de 2026 e ocorre em meio à disputa interna envolvendo o Processo de Eleição Direta (PED) do partido, que tem mobilizado diferentes correntes da sigla no Maranhão.
Disputa interna e judicialização do PED
O processo judicial teve origem em uma ação movida por Genilson Alves, Raimundo Monteiro e Francisco Rogério, que pediam a anulação da candidatura de Francimar Melo no processo interno do partido.
Os autores alegaram que o dirigente teria descumprido normas internas da legenda ao não informar que ocupa, desde 2021, um cargo comissionado no Governo do Maranhão. Segundo a argumentação apresentada, a função exigiria o repasse de 2% da remuneração ao partido, contribuição que, segundo eles, teria sido feita em valores simbólicos.
De acordo com os autores da ação, essa situação teria gerado uma suposta dívida superior a R$ 5 mil, o que poderia tornar Francimar inelegível dentro do processo eleitoral interno da legenda.
Decisão judicial rejeita pedido de anulação
Na decisão, o magistrado rejeitou o pedido apresentado pelos autores e considerou improcedente a tentativa de anular a candidatura de Francimar Melo. Com isso, a sentença abre caminho para que o dirigente seja reconduzido ao comando estadual do partido.
A decisão judicial também pode impactar a atual configuração da direção partidária no Maranhão, uma vez que a Executiva Estadual havia declarado anteriormente a inelegibilidade do dirigente e determinado a realização de um segundo turno no processo interno.
Impacto político e cenário para 2026
A disputa pelo comando estadual do PT ocorre em um momento de intensificação das articulações políticas no Maranhão, já com foco nas eleições de 2026.
O resultado do processo interno da legenda é considerado estratégico para a definição de alianças, organização partidária e posicionamento político do partido no estado.
Com a decisão judicial, o cenário interno da sigla pode passar por nova reconfiguração nos próximos meses, enquanto diferentes correntes partidárias seguem mobilizadas em torno do controle da direção estadual.
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