
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Orçamentária Anual com uma reserva histórica de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, mas vetou o reajuste do fundo partidário, que pretendia retirar recursos da Justiça Eleitoral. A decisão já provoca reação nos bastidores do Congresso Nacional, onde a conta política deve ser cobrada nos próximos meses.
Segundo levantamento citado no programa Tá na Hora Maranhão, o volume de emendas parlamentares cresceu mais de 500% em apenas 10 anos, atingindo em 2025 o maior valor já pago na história do Brasil. Só no último ano, o governo federal desembolsou R$ 31,5 bilhões em emendas — um recorde absoluto.
Emendas viram moeda política e batem novo recorde
Além do valor expressivo, outro ponto chama atenção: pela primeira vez, o Orçamento foi aprovado já com calendário definido para pagamento das emendas. Até julho de 2026, cerca de 65% do total reservado deverá ser executado, o que representa algo próximo de R$ 40 bilhões em apenas metade do ano.
Na prática, isso significa que o volume de recursos pagos em emendas no próximo ano pode superar novamente o recorde de 2025, reforçando críticas sobre o uso desses valores como instrumento de negociação política entre Executivo e Legislativo.
Especialistas apontam que, apesar de legais, as emendas seguem sendo utilizadas como moeda de troca para aprovação de projetos de interesse do governo, mantendo uma prática antiga que atravessa diferentes gestões.
Fundo partidário vetado e tensão no Congresso
O veto presidencial ao aumento do fundo partidário ocorreu após a constatação de que o reajuste retiraria recursos da Justiça Eleitoral, o que gerou resistência técnica e política. Ao todo, o presidente vetou 26 dispositivos do texto aprovado pelo Congresso.
A expectativa agora é de que parlamentares tentem derrubar parte desses vetos na retomada dos trabalhos legislativos, prevista para fevereiro. Nos bastidores, líderes partidários já sinalizam insatisfação com a decisão de Lula, especialmente diante do crescimento contínuo do poder do Congresso sobre o Orçamento.
Orçamento bilionário e disputa de poder
O Orçamento da União sancionado pelo presidente soma R$ 6,54 trilhões, com previsão de superávit, aumento do salário mínimo e manutenção de altos investimentos em saúde e educação. Ainda assim, o protagonismo das emendas parlamentares reforça um cenário de disputa de poder entre os Três Poderes.
Enquanto o Executivo tenta manter governabilidade, o Congresso amplia sua influência sobre a destinação de recursos públicos — uma equação que promete novos embates políticos ao longo de 2026.
📺 A análise completa desse cenário você confere no vídeo do programa Tá na Hora Maranhão.
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