• Maranhenses deixam Israel às pressas após ataques do Irã e tensão militar

    Maranhenses relatam tensão e sirenes ao deixar Israel antes do fechamento da fronteira
    Maranhenses relatam tensão e sirenes ao deixar Israel antes do fechamento da fronteira

    Um grupo de dez maranhenses conseguiu deixar Israel horas antes do fechamento da fronteira com o Egito, em meio à escalada de ataques entre Israel e Irã no Oriente Médio. A retirada ocorreu após alertas de segurança, sirenes e protocolos de emergência ativados durante o deslocamento do grupo pelo país.

    Formado por cinco casais da mesma igreja, o grupo realizava uma viagem religiosa programada desde o ano passado. Entre os integrantes está a dentista Raphaela Duailibe, que relatou momentos de tensão vividos durante a crise.

    “Precisamos parar a van no meio da estrada”

    Segundo Raphaela, a mudança de cenário foi repentina. Até então, a rotina seguia normal, com visitas ao Mar da Galileia, Cafarnaum e outros locais históricos ligados ao cristianismo.

    O primeiro alerta ocorreu durante o café da manhã no hotel.

    “A sirene começou a tocar. Foi um som alto e contínuo. Todo mundo já sabia o que fazer”, relatou.

    Israel possui protocolos rígidos de segurança, com bunkers distribuídos em hotéis e prédios. O grupo permaneceu cerca de 10 a 15 minutos no abrigo até a liberação.

    A decisão de sair do país foi tomada logo em seguida, diante do risco de fechamento dos aeroportos. A alternativa foi seguir de van até a fronteira com o Egito.

    Durante o trajeto, novos alertas exigiram interrupções na estrada.

    “Precisamos parar a van no meio da estrada e esperar a sirene cessar. Descíamos, aguardávamos cerca de dez minutos e só depois seguíamos viagem”, contou.

    Travessia antes do fechamento da fronteira

    A viagem até a fronteira durou cerca de seis horas. O grupo conseguiu atravessar pouco antes da suspensão do acesso terrestre.

    Já em território egípcio, seguiram para Sharm el-Sheikh, onde passaram a noite antes de embarcar para a Turquia e, depois, para Roma. Ao todo, foram aproximadamente 24 horas de deslocamento.

    Os dez maranhenses aguardam agora o voo de retorno ao Brasil.

    “Graças a Deus, todos estão bem. Nosso maior desejo agora é voltar para casa e abraçar nossos filhos”, afirmou Raphaela.

    Contexto da escalada militar

    A saída ocorreu após uma série de ataques e contra-ataques entre Israel e Irã. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que alvos ligados ao programa nuclear iraniano foram atingidos.

    A mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo, Ali Khamenei, durante bombardeios, e o governo decretou luto nacional.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não houve baixas americanas e que os danos a bases militares foram mínimos.

    Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e posições norte-americanas na região, ampliando a instabilidade e elevando o alerta internacional.

    Impacto e repercussão

    O episódio reforça o nível de tensão no Oriente Médio e expõe os riscos para turistas e peregrinos que visitam a região em períodos de instabilidade geopolítica.

    Para o grupo maranhense, o que era um sonho espiritual se transformou em uma experiência marcada por protocolos de emergência, decisões rápidas e deslocamento sob alerta máximo.

    A prioridade agora é o retorno seguro ao Brasil.

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