
A Justiça Federal condenou a seis anos de prisão um homem investigado por participar de um esquema de exploração ilegal de madeira extraída de um território indígena, em Itaipava do Grajaú. O réu é casado com a liderança da comunidade.
Segundo a sentença, o homem reuniu um grupo de indígenas e madeireiros que extraiam o material de dentro da Terra Indígena Geralda Toco Preto durante os anos de 2016 a 2023. Por conta de ser casado com a líder comunitária, o investigado se aproveitava para a exploração da área.
O relatório informou que a organização atuava com divisões de tarefas, com uso de equipamentos para beneficiamento da madeira e negociação com terceiros, configurando uma cadeia estruturada de exploração econômica ilegal.
As investigações iniciaram a partir de um inquérito da Polícia Federal (PF) instaurado para apurar denúncias de desmatamento e extração ilegal na região, especialmente nas aldeias Sibirino e Bonita.

Estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), citado na decisão, apontam que a terra indígena explorada pelo réu está entre as mais pressionadas por desmatamento no país, ficando atrás apenas de uma área no estado do Mato Grosso.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), mensagens extraídas do celular do condenado comprovaram a autoria dos crimes de extração, transporte e venda ilegal da madeira.
Apesar de negar envolvimento, o réu foi apontado como responsável por viabilizar a exploração econômica da área com auxílio de outras pessoas.
Além da reclusão semiaberto, o homem foi condenado a pagar uma multa. Outros condenados respondem em processos separados após o desmembramento da ação penal. Ainda cabe recurso da decisão.
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