
Uma médica natural do Maranhão foi presa em flagrante no último domingo (18), em Belém, sob suspeita de tentativa de fraude no concurso dos Programas de Residência Médica 2026 da Universidade do Estado do Pará (Uepa). A prisão ocorreu durante a aplicação da prova, em um dos campi da instituição.
De acordo com a Polícia Civil do Pará, a candidata utilizava equipamentos eletrônicos escondidos sob a roupa para receber informações externas enquanto realizava o exame. Entre os dispositivos apreendidos estavam um telefone celular e um ponto eletrônico, identificado durante a fiscalização.
Denúncia de candidato levou à abordagem
A tentativa de fraude foi descoberta no campus V da Uepa, localizado no bairro do Marco, após a denúncia de outro candidato. Segundo o relato, a médica apresentava comportamento incomum, como ler as questões em voz alta e fotografar a prova, o que chamou a atenção da equipe de fiscalização.
Diante da suspeita, os fiscais acionaram a Polícia Militar do Pará, que realizou a abordagem e confirmou a presença dos equipamentos eletrônicos ocultos.
Após a detenção, a médica foi autuada pelo crime de fraude em exame ou processo seletivo, conforme previsto na legislação penal. Ela permanece à disposição da Justiça. A prisão foi confirmada oficialmente nesta segunda-feira (19).
Uepa elimina candidata e mantém cronograma
Em nota oficial, a Uepa informou que a candidata foi imediatamente eliminada do processo seletivo, conforme previsto no edital. A universidade ressaltou que as provas da residência médica foram aplicadas em quatro campi em Belém e também no campus XII, em Santarém, com participação de 2.027 candidatos.
Na Região Metropolitana de Belém, os candidatos disputam 198 vagas em 38 especialidades, com atuação em unidades como o Hospital das Clínicas, Hospital Metropolitano, Hospital Ophir Loyola, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará e na própria universidade. Em Santarém, são ofertadas 27 vagas em 11 especialidades, com atendimento nas UPAs do município.
A instituição reforçou o compromisso com a lisura, segurança e transparência na aplicação das provas e informou que o cronograma do concurso segue mantido.
CRM-MA avalia providências
O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) informou que, até o momento, não recebeu notificação oficial sobre o caso. O órgão destacou que, após o recebimento de documentos formais, como o auto de prisão em flagrante, será realizada análise técnica e jurídica para avaliar a abertura de sindicância por possível infração ética.
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