A crise no transporte público de São Luís ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (30) — e com impacto direto na rotina da população. Motoristas demitidos da empresa Expresso Rei de França, conhecida anteriormente como 1001, bloquearam os acessos ao Terminal de Integração da Cohab, provocando transtornos e atrasos no deslocamento de passageiros.
O protesto começou nas primeiras horas da manhã e rapidamente comprometeu a circulação de ônibus urbanos e semiurbanos na região, um dos principais pontos de integração da capital.
⚠️ Protesto por salários atrasados
Os trabalhadores afirmam que foram demitidos sem o pagamento de direitos trabalhistas básicos e denunciam meses de salários atrasados.
A manifestação ocorre poucos dias após a confirmação da paralisação temporária das atividades das empresas ligadas ao transporte público, o que acendeu ainda mais a tensão entre funcionários, empresários e poder público.
🚌 Terminal travado e passageiros prejudicados
Com o bloqueio, ônibus ficaram impedidos de entrar no terminal, gerando um cenário de caos:
- Passageiros acumulados na área externa
- Longas esperas por transporte
- Alternativas improvisadas, como corridas por aplicativo e transporte informal
A situação evidenciou mais uma vez a fragilidade do sistema de mobilidade urbana na capital maranhense.
📉 Paralisação já havia sido anunciada
Na última sexta-feira (27), empresas que integram o Consórcio Via SL confirmaram a paralisação temporária das operações.
Entre elas estão:
- Expresso Rei de França (antiga 1001)
- Expresso Grapiúna
Segundo as empresas, a decisão foi tomada após reunião interna diante da impossibilidade de manter o funcionamento do serviço.
💰 Crise financeira por falta de repasses
De acordo com os empresários, a paralisação está diretamente ligada à falta de repasses financeiros por parte da Prefeitura de São Luís.
Os valores referentes aos subsídios do transporte, especialmente dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025, não teriam sido quitados integralmente.
A inadimplência, segundo as empresas, comprometeu o funcionamento do sistema e levou à suspensão das atividades.
🔎 Efeito dominó no sistema
A crise revela um cenário mais amplo e preocupante:
- Empresas alegam inviabilidade financeira
- Trabalhadores denunciam abandono e atrasos
- Passageiros enfrentam prejuízos diários
- O sistema entra em colapso progressivo
A falta de solução imediata amplia o risco de novos protestos e paralisações nos próximos dias.
🚨 Conclusão
O bloqueio no Terminal da Cohab é mais do que um protesto — é o reflexo de um sistema em crise. Entre impasses financeiros, demissões e falta de planejamento, quem mais sofre é a população, que depende diariamente do transporte público para trabalhar, estudar e viver.
Sem acordo à vista, o cenário ainda é de incerteza e pressão crescente sobre autoridades e empresas.
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