• MP aciona 11 salões de beleza de São Luís por riscos à saúde e pede R$ 1,1 milhão em indenização

    O Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou uma Ação Civil Pública contra 11 salões de beleza de São Luís após identificar, segundo o órgão, graves irregularidades sanitárias, falhas de biossegurança e problemas relacionados à segurança contra incêndio.

    A ação foi proposta pela 11ª Promotoria de Justiça Especializada e pede indenização total de R$ 1,1 milhão por danos morais coletivos — o equivalente a R$ 100 mil por estabelecimento.

    Irregularidades apontadas pelo MP

    De acordo com o Ministério Público, as investigações tiveram início após denúncias relacionadas à esterilização inadequada de instrumentos utilizados em procedimentos estéticos.

    Relatórios técnicos da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Sanitária (SVES) teriam identificado, entre outros pontos:

    * Ausência de área adequada para lavagem de materiais;
    * Falhas no controle do ciclo de autoclave;
    * Funcionamento sem Licença Sanitária;
    * Falta de Atestado de Saúde Ocupacional de funcionários;
    * Produtos cosméticos com validade vencida;
    * Ausência do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS);
    * Descarte irregular de materiais perfurocortantes.

    Segundo o MP, algumas das irregularidades persistiram mesmo após fiscalizações realizadas pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão.

    Estabelecimentos citados na ação

    Entre os salões incluídos na Ação Civil Pública estão:

    * Be Beauty (Olho D’água e Ponta do Farol)
    * Centro de Beleza Eunice Queiroz (Parque Shalon)
    * Márcia Lima Salão & Estética (Parque Athenas)
    * Dot Beauty (Calhau)
    * Dom Concept (Calhau)
    * Lushe Beauty (Parque Atlântico)
    * Drili Beauty House (Calhau)
    * Autier Studio (Ponta do Farol)
    * Studium Jaqueline Mendes (Cohama)
    * Celso Kamura (Calhau)

    Segundo o MP, dos 12 estabelecimentos inicialmente fiscalizados, apenas o Haus 265 teria regularizado integralmente as pendências e, por isso, não foi incluído no processo.

    Pedido de liminar

    Além da indenização por danos morais coletivos, o Ministério Público solicitou à Justiça:

    * Que os salões apresentem, em até 30 dias, documentação sanitária regular;
    * Que comprovem o uso contínuo e validado de métodos adequados de esterilização;
    * Fixação de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

    O objetivo, segundo o órgão, é resguardar a saúde pública e evitar riscos de transmissão de doenças infecciosas.

    Direito de defesa

    Os estabelecimentos citados têm direito ao contraditório e à ampla defesa. O processo ainda será analisado pelo Judiciário, que decidirá sobre eventual concessão de liminar e demais pedidos formulados pelo MP.

    Até o momento, não houve decisão final sobre o caso.

    Continue acompanhando as atualizações sobre o caso.

    Deixe uma resposta