
A partir da meia-noite desta quarta-feira (4), os ônibus do transporte semiurbano em São Luís voltarão a circular, após o acordo entre rodoviários e empresários mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16). No entanto, a greve dos rodoviários nas linhas urbanas segue sem acordo, deixando milhares de passageiros dependentes de transporte alternativo para se deslocar pela cidade.
A negociação sobre o reajuste salarial dos trabalhadores teve avanços no transporte semiurbano, mas o impasse persiste nas linhas urbanas, que atendem a São Luís.
Reajuste salarial e plano odontológico: os pontos de consenso no semiurbano
Durante a audiência de conciliação realizada na tarde de terça-feira (3), as partes chegaram a um consenso que garantiu:
- Reajuste salarial de 5,5% para os rodoviários;
- Concessão de plano de saúde odontológico.
Embora os rodoviários inicialmente exigissem 12% de reajuste, um acordo de 5,5% foi finalmente fechado, após negociações mediadas pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). A proposta de 6% sugerida pelo MP e a oferta de 4% feita pelos empresários foram ajustadas para o percentual final de 5,5%. Com isso, a circulação dos ônibus semiurbanos será restabelecida.
Greve nas linhas urbanas continua: prefeitura ainda sem proposta
Apesar da resolução no semiurbano, o transporte urbano de São Luís segue sem previsão de normalização. A principal dificuldade está na ausência de uma proposta concreta por parte da Prefeitura de São Luís. A categoria aguarda um posicionamento sobre o subsídio pago ao Sindicato das Empresas de Transporte (SET), além do reajuste do subsídio estadual.
O desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, responsável pela mediação das negociações, confirmou que a greve nas linhas urbanas persiste, já que as partes não chegaram a um consenso.
Uma nova audiência está marcada para quinta-feira (5), onde serão discutidos:
- O subsídio pago pela Prefeitura ao SET;
- O ajuste no subsídio destinado ao setor;
- O impacto para a população que depende do transporte coletivo.
Greve dos rodoviários: protesto continua e serviços permanecem limitados
A greve dos rodoviários, iniciada na sexta-feira (30), afetou tanto as linhas urbanas quanto semiurbanas de transporte público. Apesar da determinação do TRT de operar 80% da frota, a paralisação foi total, com 100% dos ônibus parados até o dia 3 de fevereiro.
O descumprimento da liminar levou o Tribunal a aplicar uma multa diária de R$ 70 mil ao Sindicato dos Rodoviários, além de determinar que, a cada 48 horas de descumprimento, haveria bloqueio de recursos da entidade por meio do sistema BacenJud, uma ferramenta de execução judicial.
Exigências dos rodoviários: reajuste de 12%, tíquete-alimentação e plano de saúde ampliado
Os rodoviários continuam a reivindicar:
- Reajuste salarial de 12%;
- Tíquete-alimentação no valor de R$ 1.500;
- Inclusão de mais um dependente no plano de saúde.
Marcelo Brito, presidente do Sindicato dos Rodoviários, destacou durante a audiência que a contraproposta de 12% foi apresentada, mas ainda será discutida com os empresários, que se comprometeram a avaliar a viabilidade do percentual sugerido.
O que diz a SMTT sobre o subsídio e a greve do transporte urbano
A Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) de São Luís emitiu uma nota informando que o pagamento do subsídio ao sistema de transporte está em dia. A SMTT também destacou que foram liberados vouchers para corridas por aplicativo, como forma de amenizar os impactos da greve nos usuários do transporte coletivo. A medida foi tomada enquanto a paralisação persistir.
“Estamos comprometidos com a regularização do sistema de transporte público e aguardamos um entendimento entre os empresários e rodoviários para restabelecer a normalidade o mais rápido possível”, afirmou a SMTT.
MOB: subsídios estaduais e diálogo contínuo
A Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) também se pronunciou, esclarecendo que o subsídio estadual está sendo pago regularmente. A MOB ressaltou que, embora as questões trabalhistas sejam de responsabilidade das empresas, a agência segue em diálogo com os sindicatos e adota as medidas cabíveis para contribuir com a retomada do serviço o quanto antes.
O impacto da greve: usuários enfrentam dificuldades no transporte
Com a continuidade da greve nas linhas urbanas, os usuários de transporte público em São Luís continuam enfrentando grandes dificuldades. A falta de opções de transporte tem forçado muitos passageiros a recorrerem a alternativas mais caras e menos convenientes, como aplicativos de transporte privado.
A população aguarda uma solução rápida, especialmente porque a greve já impacta diretamente a rotina de milhares de trabalhadores, estudantes e cidadãos que dependem do transporte público para suas atividades diárias.
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