Na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Macondo deflagrou um conjunto de ações contra um grupo de agiotas colombianos que atuava no Maranhão, Piauí e Ceará. A operação resultou na prisão de 14 suspeitos e na execução de 27 mandados de busca e apreensão nas cidades de Timon (MA), além de municípios no Piauí e Ceará. As investigações revelaram que o grupo cobrava juros abusivos de até 30% ao dia, utilizando ameaças físicas e psicológicas contra vítimas para garantir o pagamento dos empréstimos ilegais.
Ação de grande alcance e impacto financeiro
A Operação Macondo é um desdobramento de investigações que visam combater a agiotagem internacional no Brasil. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o grupo de colombianos operava como uma verdadeira franquia criminosa, com divisão de tarefas bem definida e com movimentações financeiras envolvendo grandes quantias de dinheiro, muitas vezes com origem ilícita.
Com o bloqueio de R$ 1 milhão nas contas dos investigados, a Justiça busca impedir que os bens do grupo sejam usados para continuar com suas atividades ilegais. O esquema, que envolvia desde empréstimos até cobranças violentas, foi amplamente articulado em cidades do Piauí, Maranhão e Ceará, afetando centenas de pequenos comerciantes e trabalhadores informais que não tinham outra opção senão recorrer aos serviços de empréstimos do grupo criminoso.
Como funcionava o esquema de agiotagem
O delegado Matheus Zanatta explicou que o esquema era bem estruturado, com divisão de tarefas para garantir o funcionamento do esquema. Ele revelou que havia diferentes responsáveis pelas várias etapas do processo:
- Entrega de dinheiro para os clientes que solicitavam os empréstimos;
- Empréstimos dos valores aos interessados;
- Cobrança dos valores emprestados;
- Contabilidade do montante devido e do que já havia sido pago.
Além disso, o grupo utilizava práticas de extorsão e lavagem de capitais para ocultar a origem do dinheiro obtido de forma ilegal, contribuindo para o crescimento do esquema. O delegado ainda ressaltou que as ameaças feitas aos devedores eram uma constante, envolvendo tanto violência física quanto psicológica, tornando o grupo altamente perigoso para a comunidade local.
Prisões e mandados de busca e apreensão
A operação foi realizada em diversos pontos estratégicos dos três estados envolvidos, resultando em 13 prisões em Teresina e outras cidades do Piauí, além de uma prisão em Petrolina (PE). A polícia também cumpriu 27 mandados de busca e apreensão em cidades como Timon (MA), Campo Maior, Esperantina, Floriano, Oeiras, Amarante, Picos (PI) e Tianguá (CE), além de apreender materiais usados pelos criminosos para continuar com suas atividades ilegais.
Operação Macondo: Segundo estágio de combate à agiotagem
Essa é a segunda fase da Operação Macondo, que visa desarticular quadrilhas formadas por colombianos e venezuelanos especializados em agiotagem. O grupo, além de realizar empréstimos, também distribuía panfletos de divulgação dos seus serviços, oferecendo juros altíssimos e impondo multa diária de até R$ 70 caso houvesse atraso no pagamento.
Com a prisão dos membros dessa organização criminosa, a operação segue com o objetivo de desmantelar toda a rede de financiamento ilegal que vem gerando graves problemas econômicos e sociais em várias regiões do Brasil.
Próximos passos e investigações
Agora, as investigações continuam para identificar e capturar outros possíveis membros da organização criminosa. A polícia está avaliando a possibilidade de expandir a operação para outros estados, considerando que o esquema de agiotagem pode ter ramificações além dos estados já atingidos.
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