• Expresso Rei de França/1001 volta a paralisar atividades após pagamento parcial de salários

    A greve dos rodoviários da 1001 em São Luís continua, impactando a mobilidade urbana. A empresa enfrenta a falta de pagamento de salários e 13º, que motivaram o protesto.
    A greve dos rodoviários da 1001 em São Luís continua, impactando a mobilidade urbana. A empresa enfrenta a falta de pagamento de salários e 13º, que motivaram o protesto.

    São Luís – A Expresso Rei de França, anteriormente conhecida como 1001, voltou a enfrentar paralisação total de suas atividades nesta segunda-feira (26), em meio a uma greve dos motoristas que reivindicam o pagamento de salários atrasados e o 13º salário. A paralisação vem após uma tentativa parcial de retomada das atividades, quando uma parte da frota saiu da garagem pela manhã, mas retornou poucas horas depois, causando ainda mais transtornos para os passageiros.

    Pagamento parcial não resolve a situação

    De acordo com relatos de trabalhadores, a paralisação foi provocada pela falta de pagamento do salário referente ao mês de janeiro e do 13º salário. Enquanto alguns motoristas que receberam os valores devidos conseguiram iniciar as viagens, a maioria dos trabalhadores permaneceu na greve, aguardando uma solução para os pendentes. A situação tem gerado insegurança entre os rodoviários, que estão sem uma previsão clara de quando seus direitos serão regularizados.

    Impacto na mobilidade urbana

    A greve tem causado sérios problemas na mobilidade urbana de São Luís, afetando diretamente milhares de passageiros que dependem do transporte coletivo. A falta de transporte tem dificultado o deslocamento diário, principalmente em horários de pico, quando a demanda por ônibus é ainda maior.

    O histórico de greves na empresa 1001

    Esta é a terceira paralisação em menos de três meses envolvendo a empresa 1001. A primeira greve ocorreu em novembro de 2025, também devido a salários e benefícios atrasados, como plano de saúde e tíquete alimentação, e durou 12 dias. A segunda mobilização aconteceu na véspera de Natal de 2025, quando novamente os motoristas pararam por conta da falta de pagamento. Esta segunda greve durou 5 dias.

    Posicionamento da empresa e das entidades

    Até o momento, a empresa 1001 não se pronunciou oficialmente sobre o cronograma de pagamento dos débitos trabalhistas ou sobre a previsão de normalização das atividades. A falta de uma resposta clara tem gerado ainda mais indignação entre os trabalhadores.

    O Sindicato dos Rodoviários, através de seu presidente Marcelo Brito, informou que o movimento não foi organizado pela entidade, mas surgiu da insatisfação dos próprios motoristas. “Foi uma decisão dos próprios trabalhadores, diante da situação de falta de pagamento”, explicou Brito.

    Por outro lado, a Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB) afirmou que está acompanhando o caso de perto e que o subsídio estadual está sendo pago regularmente, dentro dos prazos estabelecidos. A MOB reiterou que as relações trabalhistas e os pagamentos aos funcionários são responsabilidades das empresas operadoras.

    Em resposta, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) se posicionou, criticando a paralisação e dizendo que a greve foi ilegal e abusiva, uma vez que não houve comunicado oficial do movimento. O SET também reclamou da redução do subsídio pago pelo município à empresa, o que, segundo a entidade, dificulta a pontualidade no cumprimento das obrigações trabalhistas.

    Conclusões e perspectivas

    A situação da Expresso Rei de França (1001) reflete um problema recorrente no setor de transporte público de São Luís, onde as condições de trabalho e o cumprimento de direitos trabalhistas dos motoristas ainda geram constantes mobilizações. A falta de soluções para o pagamento de salários e a insegurança nas condições de trabalho podem continuar gerando impactos no serviço, comprometendo a confiança da população na regularidade do transporte público.

    Com a indefinição quanto ao fim da paralisação, as perspectivas para os próximos dias indicam que as negociações entre rodoviários, a empresa e as entidades responsáveis continuarão a ser um desafio para restaurar a normalidade no transporte coletivo da cidade.