
A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) soma, de forma expressiva, para avanços da presença feminina no ecossistema científico. O crescimento deste público na produção da pesquisa aumentou 179,5%, no comparativo dos últimos dois anos.
As pesquisadoras também são maioria dos cadastrados na plataforma da Fundação – 54,69%. Um avanço que ganha destaque neste dia 11, quando é celebrado o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data alerta para a relevância da participação feminina na produção científica e tecnológica, além de chamar atenção para a necessidade da equidade de gênero nesse campo estratégico do conhecimento.
A celebração reconhece as mulheres como protagonistas do desenvolvimento social, econômico e tecnológico, além de incentivar jovens meninas a seguirem carreiras científicas, enfatiza o presidente da Fapema, Nordman Wall. Ele complementa que o avanço dessa participação nos últimos anos resulta de uma política institucional voltada à inclusão, equidade e mais acesso. “Os números mostram que estamos no caminho certo. Investir em mulheres na ciência é investir em soluções mais diversas, inovadoras e conectadas com as demandas de uma sociedade que é plural”, reiterou.
Por meio de políticas públicas implementadas pelo Governo do Estado, a fundação vem ampliando o acesso das mulheres a oportunidades de pesquisa, inovação e empreendedorismo. São cerca de 70 mil pesquisadores cadastrados na Fundação, destes, 38 mil são mulheres. Nos últimos três anos, foram mais de 10 mil novas pesquisadoras na base da instituição, consolidando um cenário em que a presença feminina se torna majoritária.
Os dados sobre apoio direto a projetos científicos também apontam um crescimento ímpar. Em 2023, eram 1.918 pesquisadoras; em 2024, o número saltou para 2.889, aumento de 50,6%. Já em 2025, avanço ainda mais expressivo com 5.361 mulheres liderando pesquisas, crescimento de 85,6% em apenas um ano e um aumento acumulado de 179,5% em dois anos. Este cenário refelte em mudança estrutural, além criar um ambiente em que as mulheres podem liderar projetos, formar equipes e transformar conhecimento em impacto real.
Somado ao apoio à pesquisa acadêmica, a Fapema também incentiva o empreendedorismo feminino. Por meio dos editais Economia Criativa, Tecnova e Centelha, cerca de 200 empreendimentos foram apoiados, sendo mais de 80 deles liderados por mulheres, o que representa 41% desta participação. “São resultados que constatam políticas consistentes de incentivo à produção científica com igualdade de oportunidades”, reflete a coordenadora de Inovação e Empreendedorismo da Fapema, Isaura Modesto.
Promover a participação feminina na ciência mostra o compromisso com a equidade e conhecimentos situados, capazes de impactar positivamente a vida de muitas pessoas, avalia a coordenadora de Gênero e Diversidade da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Gisa Carvalho. “Apesar dos obstáculos ainda existentes, iniciativas como o apoio da Fapema indicam caminhos concretos de transformação. Investir em meninas e mulheres na pesquisa é mostrar compromisso com o avanço da ciência, com a justiça social e a melhoria da vida de todas as pessoas”, enfatiza.
“Caminhar lado a lado com a igualdade de gênero é permitir que meninas e mulheres escrevam o futuro da ciência com autonomia, protagonismo e sem distinções”, observa a engenheira Química, Katia de La Salles.
“A Fapema tem importante papel no fortalecimento desta presença na ciência”, complementa a diretora de Pós-Graduação/AGEUFMA, Rosangela Batista.
Para a coordenadora do Núcleo de Tecnologias para Educação-Uemanet, da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Lígia Tchaicka, “quando falamos de meninas e mulheres na ciência, falamos de trajetórias reais que passam pela universidade todos os dias, produzindo conhecimento e transformando a realidade do Maranhão, portanto, valorizar as mulheres é reconhecer o papel da universidade pública na formação científica e no incentivo, para que mais meninas se vejam, desde cedo, como parte desse espaço”.
O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência foi instituído pela Unesco com o objetivo de valorizar e incentivar a participação feminina na ciência, além de inspirar meninas e jovens a ingressarem nesse campo essencial para o desenvolvimento social, econômico e tecnológico.
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