• Piloto preso: menina disse ter sofrido estupro coletivo aos 11 anos

    Uma das 3 vítimas de piloto da Latam afirmou que avó teria “vendido” a menina, uma das netas, a adultos que a abusaram sexualmente
    Uma das 3 vítimas de piloto da Latam afirmou que avó teria “vendido” a menina, uma das netas, a adultos que a abusaram sexualmente

    Uma adolescente vítima de abusos sexuais afirmou, em depoimento à Polícia Civil, que uma outra menina teve o próprio estupro viabilizado pela avó, Denise Moreno, de 47 anos (imagem em destaque), em um episódio no qual foi submetida a relações com três homens ao mesmo tempo, em 2023.

    O relato foi feito no âmbito de uma investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) a qual resultou, na manhã dessa segunda-feira (9/02), na prisão de Denise, de 55, e do piloto da Latam Sérgio Antônio Lopes, de 60.

    Segundo a investigação, que está em sigilo, a adolescente atribuiu à avó a organização e a permissão dos abusos. Denise — que na ocasião trabalhava como inspetora em uma escola estadual, na zona sul da capital paulista — tinha pleno conhecimento do que ocorria, exercia controle sobre a rotina das meninas e as colocava em contato com homens mais velhos mediante pagamento.

    Como mostrado pelo Metrópoles, a avó “vendia” as netas. O “comércio sexual” das menores ocorre há pelo menos 10 anos, segundo apurado pela reportagem.

    A defesa dos suspeitos não foi localizada, e o espaço segue aberto para manifestações.

    Arrastada pela avó

    Um vizinho de Denise chegou a relatar, em condição de sigilo, que uma das netas da ex-inspetora, atualmente com 18 anos, foi vista em algumas ocasiões sendo arrastada pela avó e entregue a homens, mesmo diante de dor, medo e resistência. A avó, como ressaltam as investigações da Polícia Civil, tratava os encontros como fonte de renda.

    Além dela, o piloto Sérgio integrava esse contexto por manter relação próxima e articulada com a avó das vítimas — contabilizadas até o momento em três. De acordo com a Polícia Civil, essa proximidade foi decisiva para o acesso às adolescentes.

    Ele era apresentado no ambiente familiar como alguém de confiança, estratégia que, segundo os investigadores, ajudava a afastar suspeitas. A investigação indica que o piloto fornecia dinheiro, custeava despesas e utilizava ameaças para garantir o silêncio das vítimas, enquanto a avó facilitava e intermediava os encontros.

    Do site Metrópoles

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