
A Polícia Civil do Maranhão instaurou inquérito para investigar a morte da estudante Lívia Ramos, de 23 anos, atropelada por uma motocicleta dentro do estacionamento de um supermercado no bairro Cohab, em São Luís. O acidente ocorreu no dia 23 de dezembro, e a jovem morreu no último 2 de janeiro, após permanecer 10 dias internada no Hospital Municipal Djalma Marques.
Atropelamento ocorreu em área destinada a pedestres
Segundo relatos da família, Lívia aguardava um carro por aplicativo, ao lado da mãe, quando foi atingida por uma motocicleta que trafegava em alta velocidade dentro do estacionamento, local que deveria oferecer segurança a pedestres.
“Ela ficou parada me olhando. Foi o tempo dessa moto vir e levar minha filha. Quem perdeu a vida foi minha filha”, desabafou Terezinha de Jesus Ramos, mãe da vítima.
De acordo com os familiares, após o impacto, o motociclista e funcionários do supermercado prestaram os primeiros socorros, até a chegada do atendimento médico. Ainda assim, parentes questionam a dinâmica do acidente e afirmam que não havia qualquer tipo de controle de velocidade no local.
Internação, cirurgia e morte após complicações
Lívia foi encaminhada ao Socorrão I com traumatismo craniano grave, passou por cirurgia e, segundo a família, apresentava sinais de melhora. No entanto, durante a internação, teria desenvolvido uma infecção bacteriana, vindo a óbito dias depois.
A certidão de óbito aponta traumatismo craniano como causa da morte. Mesmo assim, familiares alegam possível negligência médica e denunciam as condições estruturais da unidade hospitalar.
“Muita gente no chão do hospital, pessoas chorando nos corredores”, relatou o pai da jovem, Antônio Sousa.
“Poderiam ter transferido ela para outro hospital e não fizeram”, acrescentou a tia, Maria do Livramento Ramos.
Jovem era estudante universitária
Filha de um lavrador e de uma dona de casa, Lívia era a primeira da família a cursar o ensino superior. Ela estava no 5º período de Odontologia e sonhava em se formar para ajudar financeiramente os pais.
“Ela dizia que estudava por mim, pelo pai e pelo irmão. Esse sonho ela não conseguiu realizar”, lamentou a mãe.
Investigação e versões oficiais
A Polícia Civil informou que o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Acidentes de Trânsito (DAT). Já foram solicitadas imagens de câmeras de segurança do supermercado e das áreas próximas, além da oitiva de testemunhas e familiares, com o objetivo de identificar o motociclista e esclarecer as circunstâncias do atropelamento.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus) afirmou que a paciente deu entrada no hospital com traumatismo cranioencefálico severo, quadro considerado de gravidade extrema, e que a evolução clínica está relacionada exclusivamente à intensidade do trauma sofrido no acidente. A pasta negou falhas na assistência e afirmou seguir protocolos rigorosos de controle de infecção e segurança do paciente.
Já o supermercado informou que os primeiros socorros foram prestados imediatamente por brigadistas da loja até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, e que as imagens do circuito interno serão disponibilizadas às autoridades. A empresa lamentou a morte e se solidarizou com a família.
As investigações seguem em andamento.
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