• Prefeito e vice-prefeita de Estreitos têm mandatos cassados

    A Justiça Eleitoral cassou, nesta segunda-feira (4), os mandatos do prefeito de Estreito, Léo Cunha, e da vice-prefeita Irenilde Ribeiro por abuso de poder político e econômico. A decisão também declarou Léo Cunha inelegível por oito anos. Irenilde segue apta a disputar novas eleições.

    Apesar da sentença, os dois permanecem nos cargos, já que ainda podem recorrer a instâncias superiores.

    O juiz Bruno Nayro de Andrade Miranda, da 82ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), assinou a decisão. O magistrado analisou ação movida pela coligação “Todos Por Estreito” (PT/PDT/MDB), que teve como candidato “Cicin”, segundo colocado nas eleições de 2024. Na disputa, Léo Cunha obteve 44,4% dos votos válidos, contra 32,01% do adversário.

    Segundo a decisão, a campanha cometeu irregularidades como uso da máquina pública, distribuição de brindes, realização de comício em período proibido e utilização de bens públicos em eventos eleitorais.

    Entre os casos citados, o juiz destacou a realização de um comício em horário vedado, em que uma criança leu um discurso no lugar dos candidatos.

    Em outro episódio, a entrega de uma ambulância no povoado Brejo da Ilha foi transformada em ato de campanha, com distribuição de alimentos e bebidas, além do uso de jingles e material político. De acordo com a decisão, o veículo foi retirado do local após o período eleitoral.

    No mesmo processo, o magistrado rejeitou outras duas ações — uma apresentada por outra coligação e outra pelo Ministério Público Eleitoral. Segundo a decisão, as provas nesses casos foram consideradas insuficientes.

    Até a publicação desta matéria, Léo Cunha e Irenilde Ribeiro não haviam se manifestado.

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