• PRF revela que ônibus do Maranhão que tombou na BR-153 não tinha autorização para viagem interestadual

     

    PRF revela que ônibus do Maranhão que tombou na BR-153 não tinha autorização para viagem interestadual
    PRF revela que ônibus do Maranhão que tombou na BR-153 não tinha autorização para viagem interestadual

    No último domingo, um trágico acidente ocorreu na BR-153, no interior de São Paulo, envolvendo um ônibus que vinha de Centro Novo do Maranhão e seguia com destino a Santa Catarina. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que o veículo não tinha autorização para realizar a viagem interestadual, o que configura uma grave irregularidade. O acidente resultou na morte de seis pessoas e deixou 45 feridas, sendo que o acidente gerou grande comoção e trouxe à tona questões importantes sobre a fiscalização do transporte rodoviário no Brasil.

    Viagem irregular do ônibus

    A PRF esclareceu que o ônibus envolvido no acidente, que transportava trabalhadores rurais, não possuía a permissão exigida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para realizar viagens fora do estado. Segundo informações fornecidas pela corporação, o veículo estava autorizado apenas para operar dentro do Maranhão, não podendo realizar fretamentos interestaduais.

    Esse detalhe levantou preocupações sobre a segurança do transporte rodoviário no Brasil, especialmente em relação ao cumprimento das regulamentações estabelecidas para proteger os passageiros e evitar tragédias como a que aconteceu na BR-153.

    O que causou o acidente

    De acordo com as investigações preliminares da PRF, o acidente foi causado por um estouro de pneu. Isso fez com que o motorista perdesse o controle do ônibus, que saiu da pista e tombou, ocasionando o impacto fatal e deixando os passageiros feridos. O veículo estava em viagem para Santa Catarina, com um grupo de trabalhadores rurais que se deslocavam em busca de emprego no estado vizinho.

    As vítimas do acidente

    O acidente, infelizmente, resultou na morte de seis pessoas e deixou 45 feridas. As vítimas foram socorridas por diferentes equipes de emergência que atenderam a ocorrência. A divisão do atendimento foi a seguinte:

    • 26 pessoas atendidas pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)
    • 12 pessoas socorridas pelo policiamento da área
    • 6 pessoas atendidas pelo Corpo de Bombeiros
    • 1 pessoa socorrida pela ambulância da concessionária

    Os feridos foram encaminhados para diversos hospitais e unidades de saúde da região de Marília, incluindo:

    • 11 pessoas para o Hospital das Clínicas (HC)
    • 8 pessoas para a Santa Casa
    • 11 pessoas para a UPA Norte
    • 10 pessoas para a UPA Sul
    • 3 pessoas para o Hospital da Unimar
    • 2 pessoas para o Hospital Materno-Infantil

    A investigação e os responsáveis pelo transporte

    Após o acidente, a Polícia Civil iniciou as investigações para apurar a responsabilidade do caso. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que está atuando para identificar todas as vítimas e os envolvidos no acidente. A polícia também identificou a empresa responsável pelo ônibus, que será investigada.

    A empresa de transporte que operava o ônibus será submetida a uma rigorosa investigação para entender as condições em que o veículo estava operando e se havia negligência quanto à obtenção das permissões adequadas. A PRF e a Polícia Civil de São Paulo já acionaram a perícia técnica para analisar o veículo e apurar as causas do acidente.

    Em nota, a SSP afirmou que o caso será registrado na Delegacia Seccional de Marília, onde a investigação seguirá com o objetivo de identificar os responsáveis pela operação irregular do ônibus.

    A importância da fiscalização e regulamentação

    Esse acidente traz à tona a necessidade de uma maior fiscalização e cumprimento das normas que regem o transporte rodoviário no Brasil. A operação de ônibus sem a devida autorização para viagens interestaduais não só representa uma infração legal, mas coloca em risco a vida dos passageiros que dependem desse meio de transporte para se deslocar em busca de trabalho ou melhores condições de vida.

    Além disso, o incidente também chama atenção para a importância de se investir na manutenção de veículos que circulam pelas rodovias brasileiras. O estouro do pneu, que causou o acidente, é uma das falhas que pode ser evitada com a revisão adequada dos veículos que realizam transporte de passageiros.

    O impacto nas vítimas e familiares

    O impacto desse acidente é devastador não apenas para as vítimas, mas também para os familiares que perderam entes queridos e para os sobreviventes, que enfrentam agora o processo de recuperação de ferimentos físicos e psicológicos. A comunidade de Centro Novo do Maranhão também está profundamente abalada com a tragédia, e muitos familiares dos trabalhadores rurais que estavam a bordo do ônibus ainda aguardam notícias sobre seus entes queridos.

    O futuro da segurança no transporte rodoviário

    Este trágico acidente revela a importância de reforçar a segurança nas rodovias brasileiras e, especialmente, a necessidade de garantir que os veículos que operam entre os estados cumpram com as normas de fiscalização. A PRF e a ANTT têm um papel fundamental em assegurar que os serviços de transporte sejam prestados de forma legal e segura, a fim de evitar que tragédias como esta se repitam.

    Em resposta ao caso, o Ministério Público e as autoridades responsáveis pela regulamentação do transporte terrestre devem buscar melhorar os mecanismos de fiscalização, promovendo campanhas de conscientização sobre a necessidade de regularização do transporte e aumentando a segurança dos passageiros.

    O acidente envolvendo o ônibus do Maranhão que tombou na BR-153 expõe falhas graves na fiscalização do transporte rodoviário interestadual. A operação ilegal do veículo sem a devida autorização da ANTT resultou em tragédia, com seis mortes e dezenas de feridos. A investigação em andamento busca responsabilizar a empresa envolvida e melhorar as condições de segurança no transporte rodoviário no Brasil. Enquanto isso, a população e as famílias afetadas ainda buscam respostas para o ocorrido.

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