A Justiça do Maranhão decretou, neste domingo (22), a prisão preventiva de Romulo Sousa Coimbra, apontado como principal suspeito de tentar matar a enfermeira Sarah Julia Melo, de 29 anos. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (20), no bairro Cidade Operária, em São Luís, e é investigado como tentativa de feminicídio com agravante de emboscada.
A decisão judicial foi confirmada pelo advogado e deputado federal Duarte Júnior, que atua na defesa da vítima. Segundo ele, o suspeito permanece foragido e pode cumprir pena que varia de 12 a 30 anos de prisão, caso seja condenado.
Suspeito é ex-companheiro da vítima e segue foragido
De acordo com as investigações preliminares, o suspeito é ex-companheiro da enfermeira e teria fugido logo após o ataque. Sarah foi esfaqueada na Cidade Operária e precisou de atendimento médico.
No sábado (21), a vítima compareceu à Casa da Mulher Brasileira, em São Luís, onde formalizou a denúncia e recebeu atendimento especializado.
A delegada da Mulher, Kazumi Tanaka, informou que a vítima realizou exame de corpo de delito, etapa fundamental para instrução do inquérito.
Sistema de segurança mobilizado
Segundo Duarte Júnior, as forças de segurança do Maranhão estão mobilizadas para localizar o investigado. A prisão preventiva foi decretada com base no risco à ordem pública e na possibilidade de fuga — fundamentos previstos na legislação penal brasileira.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão informou, por meio de nota, que foram adotadas todas as providências cabíveis, incluindo requerimento de medida protetiva de urgência em favor da vítima.
O inquérito tramita sob sigilo, conforme determina a lei, para preservar a integridade da vítima e o andamento das investigações.
Coren-MA e Prefeitura se manifestam
O Conselho Regional de Enfermagem do Maranhão (Coren-MA) divulgou nota pública de solidariedade à enfermeira. A entidade repudiou qualquer forma de violência contra a mulher e destacou que profissionais de saúde merecem respeito e proteção.
A Prefeitura de São José de Ribamar, município onde Sarah atua como enfermeira, também publicou nota de apoio.
O caso reacende o debate sobre violência de gênero na Grande São Luís e reforça a importância das medidas protetivas e da atuação especializada da Delegacia da Mulher.
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