
Mesmo sem sua principal estrela, o Real Madrid mostrou por que continua sendo o time mais temido da Espanha. Em um clássico quente disputado em Jeddah, na Arábia Saudita, o time comandado por Xabi Alonso venceu o Atlético de Madri por 2 a 1, garantiu vaga na final da Supercopa da Espanha e agora se prepara para um duelo que promete parar o mundo: Real Madrid x Barcelona.
Sem Mbappé, muitos apostavam em um Atlético mais confortável. A realidade foi outra. O Real foi cirúrgico, eficiente e letal — do jeito que sabe ser quando a camisa pesa.
O roteiro começou com um golaço. Federico Valverde chamou a responsabilidade e abriu o placar em grande estilo, em cobrança de falta indefensável. Um recado claro: o Real estava ali para decidir. Pouco depois, o uruguaio voltou a aparecer como protagonista, desta vez servindo Rodrygo, que arrancou em velocidade, deixou a marcação para trás e mostrou frieza diante de Oblak para fazer 2 a 0.
O Atlético de Diego Simeone tentou reagir na base da pressão, da intensidade e do jogo físico. Conseguiu diminuir com Sorloth, após cruzamento preciso de Giuliano Simeone, e reacendeu o clássico. O problema é que, do outro lado, havia um Courtois inspirado e uma defesa organizada, que soube sofrer quando foi necessário.
O jogo ainda teve clima quente fora da bola. Vini Jr., substituído no segundo tempo, se envolveu em discussão com Simeone, trocou provocações e recebeu cartão amarelo. Cena típica de um dérbi que nunca é apenas futebol.
Nos minutos finais, o Atlético se lançou ao ataque, rondou a área e tentou empatar com Griezmann e Llorente, mas parou na solidez defensiva do Real. Quando o apito final soou, não restou dúvida: o Real Madrid venceu porque soube ser decisivo nos momentos certos.
Agora, o cenário está armado. O rival da final será o Barcelona, que atropelou o Athletic Bilbao do outro lado da chave. Desde 2022, os dois gigantes monopolizam as decisões da Supercopa — e mais uma vez o futebol espanhol entrega o confronto que todo mundo quer ver.
Real Madrid x Barcelona. Domingo, 16h. Clássico, tensão, história e título em jogo. Sem Mbappé? Não importa. O Real segue vivo, perigoso e pronto para mais uma final.
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