A audiência de conciliação pré-processual realizada nesta quinta-feira (26) no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA) terminou sem acordo entre representantes da empresa Expresso Rei de França, conhecida como 1001, e trabalhadores do transporte coletivo de São Luís.
A reunião foi convocada após uma tentativa frustrada de negociação no âmbito do Ministério Público do Trabalho (MPT), na qual a empresa não compareceu. No TRT, a expectativa era encontrar uma solução amigável para o impasse que envolve demissões recentes e atrasos no pagamento de verbas rescisórias.
Demissões e verbas rescisórias no centro do debate
Entre os principais pontos discutidos estiveram o plano de demissão voluntária implementado pela empresa e o atraso no pagamento das parcelas rescisórias referentes a desligamentos ocorridos em outubro de 2025.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o plano apresentado pela empresa contempla apenas o saque do FGTS e o acesso ao seguro-desemprego, sem a quitação integral de salários atrasados e demais direitos trabalhistas.
Também foi cobrado um posicionamento imediato sobre o reajuste salarial que, de acordo com a categoria, não foi aplicado pela empresa, inclusive no pagamento do adiantamento salarial.
Após a audiência, foi estabelecido prazo até a próxima terça-feira (3) para que a empresa apresente resposta formal às reivindicações dos trabalhadores.
Empresa alega dificuldades financeiras
Durante a reunião, representantes da Expresso Rei de França justificaram a situação alegando dificuldades financeiras e estruturais. A empresa afirmou que segue operando, ainda que com estrutura reduzida.
A audiência contou com a presença de advogados do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), além de membros do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, incluindo o presidente da entidade, Marcelo Brito.
Até o momento da publicação, o SET não havia se manifestado oficialmente sobre o desfecho da audiência.
Impacto no transporte público da capital
A Expresso Rei de França atende mais de 15 bairros da capital maranhense. Apesar da manutenção das operações, usuários relatam longas esperas, redução de frota e funcionamento considerado precarizado.
O cenário tem gerado insegurança entre passageiros e trabalhadores, além de temor de paralisações caso o impasse não seja resolvido nos próximos dias.
Sem acordo firmado no TRT, a situação permanece indefinida, e a categoria aguarda um posicionamento concreto da empresa dentro do prazo estabelecido.
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