
O cinema mundial perdeu nesta segunda-feira (16) um de seus maiores intérpretes. O ator norte-americano Robert Duvall morreu aos 95 anos, segundo informou sua esposa, a atriz Luciana Pedraza. A causa da morte não foi divulgada. De acordo com a família, ele faleceu em casa, de maneira tranquila, cercado por familiares.
Com uma carreira que atravessou mais de sete décadas, Duvall consolidou-se como um dos pilares da chamada “era de ouro” de Hollywood. Seu talento discreto, porém intenso, marcou personagens complexos e memoráveis que atravessaram gerações.
O rosto estratégico de “O Poderoso Chefão”
Embora tenha construído uma filmografia extensa, Duvall se eternizou mundialmente ao interpretar Tom Hagen nos dois primeiros filmes de O Poderoso Chefão. Na trama dirigida por Francis Ford Coppola, ele deu vida ao conselheiro jurídico da família Corleone, personagem cuja frieza racional contrastava com a explosividade do universo mafioso.
A performance elegante e contida transformou Hagen em uma das figuras mais respeitadas da saga. Sua atuação ajudou a consolidar a trilogia como uma das maiores da história do cinema.
Oscar e reconhecimento da Academia
O talento de Robert Duvall foi reconhecido pela indústria cinematográfica com sete indicações ao Oscar ao longo da carreira. Ele conquistou a estatueta de Melhor Ator por A Força do Carinho, consolidando seu nome entre os grandes intérpretes do cinema americano.
Além do prêmio máximo de Hollywood, acumulou troféus do Globo de Ouro, Emmy e SAG Awards, sempre associado a performances intensas, técnicas e profundamente humanas.
Clássicos que moldaram o cinema moderno
Duvall também brilhou em produções que redefiniram o cinema contemporâneo. Em Apocalypse Now, protagonizou uma das cenas mais icônicas da história do cinema ao interpretar o tenente-coronel Kilgore, eternizando a frase sobre “o cheiro de napalm pela manhã”.
Outros títulos marcantes incluem A Conversação, Rede de Intrigas e O Juiz, no qual contracenou com Robert Downey Jr. e recebeu sua última indicação ao Oscar, em 2015.
Sua presença em cena era marcada por precisão dramática e entrega absoluta ao personagem. Duvall evitava excessos e preferia a construção psicológica profunda, tornando cada papel singular.
Uma carreira além das câmeras
Além de ator, Robert Duvall também atuou como diretor e produtor. Sua dedicação ao ofício ia além da atuação: ele estudava minuciosamente cada personagem e valorizava a autenticidade narrativa.
Em nota publicada nas redes sociais, Luciana Pedraza destacou o lado humano do artista. Segundo ela, o ator era apaixonado pelo que fazia e encontrava na arte uma forma de explorar a verdade emocional de seus personagens.
O legado de Robert Duvall
A morte de Robert Duvall encerra um capítulo importante da história do cinema. Sua trajetória representa uma era em que o talento era lapidado no teatro, amadurecido na televisão e eternizado nas grandes telas.
Mais do que prêmios ou bilheterias, seu legado está na profundidade interpretativa e na capacidade de traduzir conflitos humanos com autenticidade. Ele deixa uma filmografia robusta e uma influência duradoura sobre novas gerações de atores.
Hollywood se despede de um gigante. O público, de um contador de histórias que fez da arte uma forma de eternidade.
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