
Embora a greve geral dos rodoviários tenha sido oficialmente encerrada em São Luís, a normalização do transporte público ainda não foi totalmente restabelecida. Na manhã desta segunda-feira (9), os ônibus da empresa 1001 circularam em número reduzido, reflexo de uma paralisação parcial mantida por trabalhadores que alegam atraso no pagamento de salários e benefícios.
Logo nas primeiras horas do dia, passageiros relataram demora nas paradas e superlotação em algumas linhas, indicando que apenas parte da frota saiu da garagem. A situação afetou principalmente usuários que dependem das linhas operadas pela empresa, uma das mais tradicionais do sistema urbano da capital maranhense.
Segundo os rodoviários, seguem pendentes os salários dos meses de dezembro e janeiro, além do pagamento do 13º salário, o que motivou a decisão de não retomar integralmente as atividades, mesmo após o acordo que colocou fim à paralisação geral da categoria. Os trabalhadores afirmam que o compromisso mais recente apresentado pela gerência da empresa estabelece prazo até esta terça-feira (10) para a quitação dos valores em atraso.
Clima de incerteza entre trabalhadores e usuários
A paralisação parcial ocorre em um momento sensível, logo após oito dias de greve que deixaram São Luís praticamente sem ônibus. Para muitos rodoviários, o retorno pleno ao trabalho sem a regularização dos pagamentos representa um risco de novos atrasos e prejuízos financeiros pessoais.
Do ponto de vista dos usuários, a situação gera insegurança quanto à regularidade do serviço, já que o fim da greve geral criou a expectativa de retomada total da frota. No entanto, com parte dos motoristas mantendo a mobilização, o sistema ainda opera de forma instável em alguns trechos da cidade.
Procurados para comentar o impasse, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) não se manifestaram até a publicação desta matéria. A ausência de posicionamento oficial aumenta a incerteza sobre os próximos dias e sobre a possibilidade de agravamento do cenário caso o prazo prometido não seja cumprido.
Pagamento pode definir retomada total ou novo conflito
Rodoviários ouvidos informalmente afirmam que, caso os salários e o 13º sejam pagos dentro do prazo informado, a expectativa é de retorno gradual da operação normal ainda nesta semana. Por outro lado, o descumprimento do compromisso pode levar a novas paralisações, mesmo após o encerramento formal da greve geral.
O episódio reforça um problema recorrente no transporte público de São Luís: a fragilidade financeira do sistema e os constantes conflitos trabalhistas, que acabam impactando diretamente a população. Enquanto não há confirmação oficial sobre a regularização dos pagamentos, passageiros seguem enfrentando incertezas no deslocamento diário.
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