• Senado pede investigação sobre vídeos falsos envolvendo crianças desaparecidas em Bacabal

    A presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares Alves, enviou nesta quarta-feira (13) ofícios à Polícia Federal e à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão solicitando esclarecimentos sobre a circulação de vídeos com desinformação relacionada ao desaparecimento de duas crianças em Bacabal.

    Segundo informações obtidas pela comissão, publicações nas redes sociais afirmam, sem comprovação, que as crianças teriam sido encontradas e seriam vítimas de uma suposta rede internacional de tráfico de órgãos. Os conteúdos também mencionam falsos confrontos armados e mortes de agentes de segurança durante as buscas.

    Em declaração, Damares Alves afirmou que a comissão recebeu vídeos com informações inverídicas sobre o caso, incluindo relatos de que as crianças estariam em um bunker com dezenas de pessoas e seriam levadas para retirada de órgãos.

    A senadora classificou o material como falso e disse que a disseminação de desinformação pode prejudicar as investigações e provocar pânico na população. Segundo ela, o governo do Maranhão confirmou que não há qualquer registro de localização das crianças em bunker ou situação semelhante à descrita nas publicações.

    “Nós queremos oficialmente uma resposta das autoridades para que a gente possa pedir à Meta e às outras plataformas a retirada imediata desses vídeos”, afirmou a parlamentar.

    Nos documentos encaminhados às autoridades, a senadora questiona se houve alguma operação policial relacionada ao suposto tráfico internacional de órgãos e se existe registro de mortes de agentes públicos durante as buscas.

    Ela também solicita informações sobre o monitoramento dos perfis responsáveis pela divulgação dos conteúdos e cobra providências para remoção das publicações das plataformas digitais.

    Relembre o caso

    O desaparecimento envolve os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, vistos pela última vez em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.

    O primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, que estava com elas no momento do desaparecimento, foi encontrado com vida dias depois em uma área de mata.

    Quatro meses após o caso, as buscas e as investigações continuam, mas o paradeiro das crianças ainda não foi esclarecido pelas autoridades.

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