• Tartaruga-verde juvenil é encontrada morta na Praia do Calhau, em São Luís

    Uma tartaruga marinha foi encontrada morta na manhã desta terça-feira (24) na Praia do Calhau, em São Luís. O animal foi localizado por um morador por volta das 7h50, que acionou as autoridades por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops).

    Após o chamado, uma guarnição foi deslocada até o local para averiguar a ocorrência. A tartaruga foi recolhida e encaminhada ao Batalhão de Bombeiros Marítimo do Maranhão (BBMar), responsável pelos primeiros procedimentos após o resgate. Na sequência, o Projeto Queamar foi acionado para dar continuidade à avaliação técnica.

    Autópsia vai apontar causa da morte

    No BBMar, a representante do Projeto Queamar, Viviane, confirmou que o animal já estava sem vida no momento da análise inicial. Segundo ela, será realizada uma autópsia para identificar a causa da morte, que ainda não foi determinada.

    As informações preliminares indicam que se trata de uma tartaruga-verde juvenil, espécie comum no litoral maranhense. A região da Praia do Calhau é considerada área de alimentação e rota de passagem desses animais, o que reforça a importância do monitoramento ambiental constante.

    A investigação técnica poderá indicar se a morte foi causada por fatores naturais, interação com atividades humanas — como pesca ou ingestão de resíduos sólidos — ou outras circunstâncias.

    Orientações à população

    De acordo com Thiago Siqueira, do BBMar, a população deve seguir protocolos específicos ao encontrar tartarugas marinhas, vivas ou mortas, no litoral.

    No caso de animal vivo, a recomendação é:

    • Acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros ou o Projeto Queamar;
    • Retirar o animal da exposição direta ao sol, colocando-o em local sombreado;
    • Manter a carapaça úmida com toalha molhada;
    • Evitar manuseio excessivo ou aglomeração de pessoas;
    • Não retirar anzóis ou objetos presos ao corpo;
    • Aguardar a chegada da equipe especializada.

    Quando o animal for encontrado morto, a orientação é retirá-lo da área de influência da maré e da exposição direta ao sol, se possível, sem enterrá-lo ou cobri-lo. Também é essencial comunicar imediatamente os órgãos responsáveis e evitar qualquer manipulação inadequada, para preservar vestígios que possam auxiliar na perícia.

    O caso reacende o alerta sobre a necessidade de preservação das áreas costeiras e da redução de impactos ambientais que afetam a fauna marinha no litoral maranhense.

    Deixe uma resposta