• Toffoli nega gravações, mas confirma sua saída da relatoria do caso Master

     

    Ministro Dias Toffoli nega gravações, mas aceita saída da relatoria do caso Master após divergências internas no STF.
    Ministro Dias Toffoli nega gravações, mas aceita saída da relatoria do caso Master após divergências internas no STF.

    O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (13) ter gravado a reunião restrita da Corte que discutiu sua permanência na relatoria do processo envolvendo o Banco Master, mas a negativa não impediu sua saída do caso. Toffoli afirmou que as insinuações de gravações eram “inverídicas” e demonstrou indignação com as especulações, reforçando que nunca gravou ou relatou conversas pessoais ou institucionais.

    “É um fato absolutamente inverídico. Não houve nenhuma gravação da minha parte. Nada disso procede”, declarou Toffoli, refutando as acusações sobre o vazamento de gravações feitas durante a reunião do STF.

    No entanto, apesar da negativa do ministro, fontes próximas à Corte, incluindo ministros do próprio Supremo, confirmaram à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que os diálogos vazados pelo site Poder360 correspondiam, de forma literal, ao conteúdo da sessão secreta realizada na quinta-feira (12). Essa revelação gerou perplexidade e desconforto entre os membros da Corte, que consideraram o vazamento como sem precedentes em sua história.

    A reunião secreta e o apoio à permanência de Toffoli

    Antes da sessão principal do STF, uma reunião restrita foi realizada com Toffoli, o presidente do STF, Edson Fachin, o vice-presidente Alexandre de Moraes, e os ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Durante esse encontro, Toffoli teria declarado que, caso fosse declarada sua suspeição, ele tomaria todas as medidas jurídicas necessárias, incluindo recursos para contestar a decisão.

    Na sequência, a maioria dos ministros se posicionou contra a arguição de suspeição contra Toffoli, com críticas à atuação da Polícia Federal e ao relatório apresentado sobre o caso, considerado por alguns como juridicamente inconsistente. Vários ministros, como Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça, Cristiano Zanin e Flávio Dino, manifestaram apoio à permanência de Toffoli na relatoria.

    A decisão final: Toffoli encaminha o caso para redistribuição

    Apesar de o ministro Toffoli ter recebido o apoio de parte dos colegas, ele decidiu encaminhar o processo para redistribuição, aceitando a decisão da maioria dos ministros. “Eu sei que a imprensa vai divulgar que eu fui retirado do processo. Eu preferia que fosse diferente, mas se for a decisão hoje para parar hoje… é melhor e eu aceito”, afirmou Toffoli.

    Com a redistribuição do processo, Toffoli deixou a relatoria do caso, e a decisão de retirá-lo do caso Master foi formalizada pela assinatura de uma nota oficial por todos os ministros presentes, incluindo o apoio de figuras como Flávio Dino, que sugeriu a medida.

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