
SÃO LUÍS – Um levantamento realizado pelo Procon/MA revelou diferenças de preços superiores a 500% em materiais escolares vendidos em papelarias de São Luís. A pesquisa integra as ações do órgão para orientar consumidores no período de compras para o ano letivo de 2026 e evidencia o impacto direto da falta de pesquisa prévia no orçamento das famílias.
O estudo analisou mais de 360 itens escolares, incluindo cadernos, lápis, canetas, mochilas, lancheiras e produtos de uso diário dos estudantes. O resultado mostra que o mesmo item pode custar valores completamente diferentes, dependendo do estabelecimento.
Diferença gritante no preço do mesmo produto
O caso mais emblemático identificado pela pesquisa foi o lápis Cristal Fina, encontrado por R$ 0,89 em uma papelaria e por R$ 5,99 em outra — uma variação de 573,03%. Na prática, isso significa que o consumidor pode pagar quase sete vezes mais pelo mesmo produto se não comparar preços.
Outro exemplo é o lápis AZ vermelho sem borracha, com valores entre R$ 2,00 e R$ 7,99, o que representa uma diferença de 299,50%.
Entre os itens de maior valor, as lancheiras infantis temáticas também chamaram atenção. Modelos como Princesas e Homem-Aranha foram encontrados por R$ 29,99 no menor preço e por R$ 109,90 no maior, resultando em uma variação de 266,45%.
Já o caderno Record de 20 matérias apresentou preços que variaram de R$ 3,39 a R$ 12,00, uma diferença de 253,98% entre os estabelecimentos pesquisados.
Pesquisa de preços é essencial para economizar
De acordo com o Procon/MA, os dados reforçam a importância de o consumidor pesquisar antes de comprar, especialmente em períodos de alta demanda, como a volta às aulas.
“Há diferenças expressivas nos preços de um mesmo item, dependendo do estabelecimento. Por isso, a pesquisa de preços realizada pelo Procon/MA é fundamental para ajudar os consumidores a economizarem, comparando valores e escolhendo as melhores opções antes da compra”, destacou Ricardo Cruz, presidente em exercício do órgão.
O Procon alerta que não existe tabelamento de preços no setor, mas variações excessivas podem indicar práticas abusivas, principalmente quando não há justificativa clara para a diferença entre produtos idênticos.
Orientações ao consumidor
O órgão recomenda que os consumidores:
- Comparem preços em diferentes papelarias, físicas e online;
- Evitem compras por impulso;
- Solicitem nota fiscal;
- Desconfiem de valores muito acima da média;
- Denunciem possíveis abusos ao Procon/MA.
Além disso, o Procon lembra que listas escolares não podem exigir marcas específicas, salvo em casos devidamente justificados do ponto de vista pedagógico.
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