• ANS define reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais em 2026

    ANS autorizou reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares em 2026.
    ANS autorizou reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais e familiares em 2026.

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta sexta-feira (29) o reajuste máximo de 5,11% para os planos de saúde individuais e familiares em 2026. O percentual autorizado é o menor registrado desde o ano 2000, desconsiderando o período excepcional da pandemia de Covid-19, quando houve redução nos preços dos contratos.

    A medida beneficia cerca de 7,7 milhões de brasileiros que possuem planos individuais ou familiares, modalidade contratada diretamente entre o consumidor e a operadora de saúde.

    O índice aprovado ficou abaixo dos reajustes aplicados nos últimos anos e representa uma desaceleração importante nos custos do setor.

    Menor reajuste em mais de 20 anos

    O percentual autorizado para 2026 mantém uma tendência de queda observada desde 2022.

    Confira os reajustes dos últimos anos:

    • 2022: 15,5%
    • 2023: 9,63%
    • 2024: 6,91%
    • 2025: 6,06%
    • 2026: 5,11%

    A única exceção nesse período foi 2021, quando a ANS autorizou reajuste negativo de 8,19%, reflexo da redução na utilização de serviços médicos durante a pandemia.

    Na época, consultas, exames e procedimentos eletivos foram adiados em larga escala, reduzindo significativamente os custos das operadoras.

    Quando o reajuste começará a valer?

    O aumento não será aplicado imediatamente para todos os usuários.

    A regra vale apenas para contratos firmados a partir de janeiro de 1999 e o reajuste será cobrado no mês de aniversário de cada contrato.

    Segundo a ANS:

    • Contratos com aniversário em maio poderão receber cobrança reajustada em julho ou agosto;
    • Contratos com aniversário em junho também poderão ter aplicação posterior, com cobrança retroativa ao mês correspondente.

    A orientação é que os consumidores acompanhem os comunicados enviados pelas operadoras.

    Como a ANS calcula o reajuste dos planos?

    Diferentemente da inflação geral do país, o reajuste dos planos de saúde leva em consideração fatores específicos do setor.

    Entre os principais critérios estão:

    • Frequência de utilização dos serviços médicos;
    • Custos hospitalares;
    • Despesas com exames e tratamentos;
    • Preços de equipamentos e insumos de saúde;
    • Eficiência operacional das operadoras.

    A metodologia utiliza dois indicadores:

    Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA)

    Representa os custos das operadoras e tem peso de 80% no cálculo.

    IPCA

    A inflação oficial do país tem peso de 20%.

    Embora o IPCA acumulado dos últimos 12 meses esteja em 4,64%, o reajuste dos planos ficou em 5,11% devido aos custos específicos da assistência médica.

    Declaração da ANS

    Segundo o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, a decisão busca equilibrar os interesses dos consumidores e das operadoras.

    De acordo com o órgão regulador, o objetivo é preservar a sustentabilidade financeira do sistema sem comprometer o acesso dos beneficiários aos serviços de saúde.

    Planos empresariais seguem outra regra

    A decisão anunciada pela ANS não vale para planos empresariais ou coletivos.

    Nesses casos, os reajustes são definidos por negociação entre a empresa contratante e a operadora de saúde.

    Dados divulgados pela agência mostram que os planos empresariais registraram reajuste médio de 9,9% nos primeiros meses de 2026, o menor índice dos últimos cinco anos.

    Consumidores devem acompanhar reajustes

    Especialistas recomendam que os beneficiários verifiquem a data de aniversário do contrato e acompanhem os comunicados enviados pelas operadoras.

    Também é importante conferir se o percentual aplicado está dentro do limite autorizado pela ANS, especialmente nos contratos individuais e familiares, que possuem proteção regulatória mais rígida.

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