
A crise no transporte público da capital maranhense ganhou um novo capítulo neste fim de semana. A Justiça determinou a busca e apreensão de ônibus do Consórcio Via SL, medida que aprofunda ainda mais o cenário de colapso no sistema de mobilidade urbana de São Luís.
O consórcio, formado pelas empresas Expresso Rei de França e Expresso Grapiúna, já vinha enfrentando uma grave crise financeira, que culminou na falência e na incapacidade de manter as operações.
⚠️ Falência e apreensão de veículos
A decisão judicial atende a ações movidas por credores, diante do não cumprimento de obrigações financeiras por parte do consórcio. Com a falência formalizada, os bens da empresa — incluindo os ônibus — passaram a ser alvo de medidas para garantir o pagamento das dívidas.
A situação impacta diretamente o funcionamento das linhas do chamado Lote 2, que atende dezenas de bairros da capital.
Crise financeira e falta de investimentos
De acordo com informações apresentadas em audiência no Tribunal de Justiça do Maranhão, o consórcio já não tinha condições de retomar as atividades.
Entre os fatores que agravaram a crise estão:
- congelamento de subsídios ao longo dos anos
- atrasos nos repasses
- aumento no preço do diesel
- dificuldades para pagamento de funcionários
O processo de recuperação judicial da empresa foi encerrado por inviabilidade econômica.
🏛️ Justiça determina intervenção emergencial
Diante do colapso, a Justiça determinou o encerramento do contrato e ordenou que a Prefeitura de São Luís assuma a operação das linhas ou contrate, em caráter emergencial, uma nova empresa para garantir o serviço.
Para minimizar os impactos à população, foi autorizada à Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) a utilização de até 30 ônibus que estavam alugados pelo consórcio.
Os veículos pertencem a uma empresa de locação e serão usados temporariamente no sistema.
💰 Município terá custo mensal por veículos
Como contrapartida, o município deverá depositar R$ 10 mil mensais por ônibus em conta judicial, como forma de indenização à empresa proprietária dos veículos.
A medida faz parte de um plano emergencial para manter o atendimento mínimo nas linhas afetadas.
🚍 Impacto direto na população
A crise no sistema de transporte coletivo já vinha sendo sentida pela população nos últimos meses, com redução de frota, atrasos e dificuldades de deslocamento.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) acompanha o caso e monitora as ações que serão adotadas pelo poder público para tentar conter os impactos.
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