
O ex-prefeito de Godofredo Viana, Marcelo Jorge Torres, e a irmã dele, Gihan Ayoub Jorge Torres, ex-secretária de Administração e Finanças do município, foram presos na manhã desta sexta-feira (8) durante mais uma fase da Operação Maat, que investiga suspeitas de corrupção, fraudes em licitações e desvio de recursos públicos.
Também foram presos os empresários Ronnel Quaresma dos Santos, Tiago Val Quintan Pinto Frazão, Sonia de Jesus Cruz, Alonso de Souza Batista e Paulo Ricardo Nogueira Ayres Val Quintan. Segundo o Ministério Público, eles seriam ligados a empresas suspeitas de receber transferências irregulares da Prefeitura de Godofredo Viana.
De acordo com as investigações, cinco empresas receberam repasses do município sem a efetiva prestação de serviços. Os valores transferidos somaram mais de R$ 488 mil e, com atualização monetária, ultrapassam R$ 880 mil. O prejuízo estimado aos cofres públicos chega a R$ 960.054,05.
As apurações também apontam suspeitas de pagamentos a “servidores fantasmas”, contratação de empréstimos consignados em nome de pessoas que não integravam o quadro de servidores públicos e transferências bancárias para empresas de construção e prestação de serviços, apesar da ausência de obras em execução no município.
Segundo o Ministério Público, também foram identificadas transferências diretas para contas pessoais do ex-prefeito e da ex-secretária. A investigação aponta que, um dia após ser reconduzido ao cargo, em dezembro de 2016, Marcelo Jorge Torres teria transferido mais de R$ 28,9 mil para a própria conta e cerca de R$ 14,9 mil para a conta de Gihan Ayoub Jorge Torres.
Operação Maat
A Operação Maat — referência à deusa egípcia da justiça — teve a primeira fase deflagrada em dezembro de 2013. A investigação surgiu a partir de três procedimentos conduzidos pela Promotoria de Justiça de Cantanhede sobre suspeitas de corrupção e desvios de recursos públicos no município.
Em 2016, Marcelo Jorge Torres passou a responder a duas Ações Civis Públicas. Uma delas resultou no afastamento do então prefeito do cargo por decisão relacionada a irregularidades administrativas apontadas durante a gestão.
Na época, o município enfrentava sucessivos atrasos no pagamento de servidores efetivos e contratados, além de outras dificuldades administrativas apontadas pelos órgãos de controle.
Posteriormente, por meio de recurso judicial, Marcelo Jorge Torres foi reconduzido ao cargo em 8 de dezembro de 2016. Segundo o Ministério Público, foi a partir desse período que teriam sido identificadas novas movimentações financeiras consideradas suspeitas pela investigação.
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