
Delegado George Marques afirma que imagens não mostram empurrão ou violência contra Renata Rebeca, de 26 anos. Perícia investiga por que estrutura de alumínio se desprendeu no sétimo andar do Rio Poty Hotel.
A Polícia Civil do Maranhão descartou, até o momento, a hipótese de agressão ou empurrão na morte de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, que caiu do sétimo andar do Rio Poty Hotel, no bairro Ponta d’Areia, em São Luís. Segundo o delegado George Marques, responsável pela investigação, as imagens das câmeras de segurança indicam que a jovem estava sentada em um batente próximo à janela quando se apoiou em uma estrutura de alumínio que teria cedido.
A declaração representa um novo desdobramento das investigações sobre a morte, registrada na madrugada de terça-feira (3 de novembro), e reforça a hipótese de queda acidental.
Apesar disso, a Polícia Civil e a Perícia Oficial ainda trabalham para esclarecer as circunstâncias do episódio, especialmente o que provocou o desprendimento da estrutura.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que os exames técnicos continuam e que ainda não existem conclusões periciais capazes de determinar a causa do desprendimento ou apontar eventuais irregularidades.
Delegado afirma que imagens não mostram agressão ou empurrão
O delegado George Marques explicou que as gravações analisadas pelos investigadores não mostram qualquer agressão contra Renata antes da queda.
Segundo ele, a jovem estava sentada em um batente e apoiou as costas em uma estrutura de alumínio localizada na janela do hotel.
O material teria cedido, provocando a queda do sétimo andar.
“Não houve qualquer tipo de agressão, não houve empurrão. Ele [namorado] não estava nem próximo dela”, afirmou o delegado.
George Marques também explicou que a vítima teria apoiado as costas na estrutura, que acabou cedendo.
A declaração é importante porque esclarece a posição atual da Polícia Civil sobre a possibilidade de participação de outra pessoa na queda.
Entretanto, a conclusão sobre as condições da estrutura ainda depende dos exames realizados pelos peritos.
Namorado de Renata não é considerado suspeito
O namorado da jovem prestou depoimento à Polícia Civil e foi liberado após os esclarecimentos iniciais.
De acordo com o delegado, as imagens analisadas não mostram o homem próximo de Renata no momento em que ela caiu.
Por esse motivo, ele não é considerado suspeito neste estágio da investigação.
A Polícia Civil, no entanto, ainda pretende ouvir outras pessoas que possam contribuir para o esclarecimento do caso.
Entre os depoimentos previstos estão os de funcionários do Rio Poty Hotel. O namorado também poderá ser chamado novamente, caso os investigadores considerem necessário.
O objetivo é reconstruir a sequência dos acontecimentos e reunir informações que complementem as imagens de segurança.
Estrutura de alumínio que teria cedido passa por perícia
Um dos principais pontos da investigação é a análise da estrutura de alumínio localizada na janela do hotel.
Segundo as informações policiais, foi nesse local que Renata teria apoiado as costas momentos antes da queda.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que a Perícia Oficial realizou exames no estabelecimento para verificar as circunstâncias do ocorrido.
Os trabalhos incluem a avaliação da estrutura envolvida no episódio, com atenção às possíveis causas de seu desprendimento.
Até o momento, não há conclusão técnica sobre o que provocou a falha relatada.
Isso significa que ainda não é possível afirmar se houve defeito de instalação, desgaste, problema de manutenção ou qualquer outra irregularidade.
Essas possibilidades dependem de análise especializada e não devem ser tratadas como causas confirmadas.
O resultado da perícia será importante para esclarecer a dinâmica do acidente e subsidiar eventuais medidas posteriores.
Casal estava em São Luís para participar de campeonato de pôquer
Renata e o namorado eram do estado do Pará e estavam hospedados em São Luís para participar de um campeonato de pôquer.
Segundo as informações divulgadas, os dois chegaram à capital maranhense na quarta-feira, 28 de outubro, e tinham retorno previsto para terça-feira, 3 de novembro, justamente a data em que ocorreu a tragédia.
As imagens analisadas pelos investigadores também mostram o casal em um corredor do hotel antes do episódio.
De acordo com a avaliação preliminar da polícia, os dois aparentavam estar sob efeito de bebidas alcoólicas.
Essa percepção, entretanto, não equivale à confirmação pericial de consumo de álcool nem estabelece relação causal com a queda.
A investigação deverá considerar os demais elementos disponíveis antes de apresentar suas conclusões.
Rio Poty Hotel lamenta morte e afirma colaborar com investigação
Após a morte da hóspede, o Rio Poty Hotel divulgou uma nota manifestando pesar e solidariedade aos familiares e amigos.
O estabelecimento informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração e acompanhando os procedimentos realizados pela Polícia Civil.
A administração também afirmou que a segurança de hóspedes, funcionários e visitantes é uma prioridade e reiterou o compromisso de avaliar e aprimorar seus procedimentos internos de prevenção.
Em respeito à vítima, aos familiares e à investigação, o hotel declarou que não faria especulações sobre as circunstâncias do ocorrido.
A manifestação institucional não apresenta uma conclusão sobre as causas do desprendimento da estrutura.
SSP-MA afirma que perícia ainda não identificou causa do desprendimento
Em comunicado, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão confirmou a realização de exames periciais no Rio Poty Hotel.
Segundo a pasta, a análise busca identificar o que provocou o desprendimento da estrutura da janela relacionada à queda.
A SSP-MA ressaltou que os trabalhos ainda estão em andamento e que não há, até agora, conclusões técnicas suficientes para determinar a causa do problema ou apontar irregularidades.
A informação reforça a necessidade de distinguir dois aspectos da investigação: a análise das imagens, que levou a polícia a afastar a hipótese de agressão, e a perícia estrutural, que ainda busca esclarecer o motivo da queda.
Investigação continua para esclarecer morte de Renata Rebeca
A morte de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos permanece sob investigação da Polícia Civil do Maranhão.
Embora o delegado responsável tenha afirmado que as imagens não mostram agressão ou empurrão, os procedimentos ainda não foram concluídos.
Os próximos passos incluem a análise dos resultados periciais e a coleta de depoimentos complementares.
A principal questão ainda sem resposta técnica é o que provocou o desprendimento da estrutura de alumínio na qual a jovem teria se apoiado.
Até que os laudos sejam finalizados, não é possível atribuir responsabilidades ou afirmar que houve falha de manutenção ou irregularidade nas instalações do hotel.
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