• Moradores registram nova nuvem funil em São Luís após fenômeno assustar a capital

    Moradores registraram a formação de uma nuvem funil na região da Ponta d’Areia, em São Luís, neste sábado (23).
    Moradores registraram a formação de uma nuvem funil na região da Ponta d’Areia, em São Luís, neste sábado (23).

    Moradores de São Luís voltaram a se assustar com um fenômeno atmosférico registrado no céu da capital maranhense. Na tarde deste sábado (23), uma nuvem funil foi vista na região da Ponta d’Areia, pouco mais de 24 horas após fortes ventos provocarem estragos em diversos bairros da cidade.

    Imagens gravadas por moradores rapidamente se espalharam pelas redes sociais e mostram a formação da nuvem em formato de cone sobre o mar. O fenômeno chamou atenção principalmente por ocorrer logo após o episódio classificado por especialistas como um “princípio de tornado”, registrado na sexta-feira (22).

    Especialista explica fenômeno observado na capital

    Segundo a meteorologista Andrea Cerqueira, do Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), a formação observada neste sábado não chegou a evoluir para uma tromba d’água.

    “Uma nuvem funil só passa a ser considerada tromba d’água quando toca a superfície do mar, o que não aconteceu nos casos registrados em São Luís”, explicou a especialista.

    A meteorologista destacou que, apesar do aspecto visual impressionante, o fenômeno registrado na Ponta d’Areia não apresentou características completas para ser classificado como tromba d’água ou tornado.

    Fenômeno semelhante causou estragos na sexta-feira

    Na tarde de sexta-feira (22), fortes rajadas de vento atingiram bairros como São Cristóvão e Tirirical, provocando destelhamentos de casas, danos em estabelecimentos comerciais e destruição em vários pontos da cidade.

    O fenômeno durou cerca de cinco minutos e causou correria e medo entre moradores. Apesar dos prejuízos materiais, não houve registro oficial de feridos.

    Especialistas analisaram imagens e dados meteorológicos após o episódio.

    Professor descarta tornado e ciclone

    O professor Juarez Mota Pinheiro, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), afirmou que o fenômeno registrado anteriormente não chegou a se consolidar como tornado.

    “Para ser considerado tornado, o fenômeno precisa tocar o solo, e isso não ocorreu. Houve apenas a formação do giro nas nuvens, mas o cone não se formou completamente nem chegou ao solo”, explicou.

    O especialista também descartou a possibilidade de ciclone em São Luís.

    Segundo ele, fenômenos dessa natureza costumam atingir áreas muito maiores e não são comuns em regiões equatoriais como a capital maranhense.

    Ventos não chegaram a 80 km/h

    Apesar dos danos provocados em diferentes bairros, os especialistas afirmam que os ventos registrados durante o temporal não atingiram velocidades extremas.

    Dados da estação meteorológica do Aeroporto Internacional de São Luís apontaram rajadas de aproximadamente 11 km/h durante o período monitorado.

    Mesmo assim, a combinação de instabilidade atmosférica, calor intenso e contraste térmico segue favorecendo a formação de sistemas meteorológicos rápidos e imprevisíveis na Grande Ilha.

    Deixe uma resposta