• Orçamento de 2027 no Maranhão chega a R$ 40,5 bilhões no primeiro ano de Eduardo Braide

    O orçamento do Governo do Estado do Maranhão para o exercício de 2027, primeiro ano da administração do governador eleito Eduardo Braide, está previsto em R$ 40,58 bilhões. O montante representa um crescimento de 69% na comparação com 2022, quando Carlos Brandão foi eleito para o cargo e a peça orçamentária registrava R$ 24,098 bilhões.

    O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) tramita na Assembleia Legislativa desde o dia 29 de setembro e tem prazo regulamentar para ser votado até o dia 31 de dezembro, data de encerramento da gestão de Brandão no Palácio dos Leões. Eleito em 4 de outubro, Braide está à frente do governo de transição e avalia prioridades na proposta orçamentária, que poderá receber emendas parlamentares alinhadas com as diretrizes da nova gestão.

    No texto original do projeto da LOA, a Educação concentra R$ 9,15 bilhões; a Saúde, R$ 5,37 bilhões; a Segurança Pública, R$ 3,52 bilhões; e investimentos gerais somam R$ 4,17 bilhões. Esses valores ainda podem passar por ajustes conforme orientação do governador eleito.

    Entre os compromissos anunciados na campanha está a redução da alíquota de 23% do ICMS, apontada como principal fonte de receita estadual, com a justificativa de diminuir o custo de vida e estimular investimentos privados.

    Paralelamente às contas do Estado, foram apresentados no último dia 22, em São Luís, recursos de R$ 6,4 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para 2027, divididos entre pecuária (R$ 1,9 bilhão), agricultura (R$ 1,7 bilhão), comércio e serviços (R$ 1,5 bilhão), infraestrutura (R$ 814 milhões), indústria (R$ 254,2 milhões) e turismo (R$ 76,7 milhões), com análise final prevista para dezembro pelo Conselho Deliberativo da Sudene.

    Na condução política da transição, Braide mantém reserva quanto à escolha dos integrantes do primeiro escalão e prevê divulgar o secretariado somente após a conclusão do plano de reforma administrativa. O planejamento busca enxugar a máquina pública por meio de fusão, redução e extinção de pastas correlatas, evitando pressões políticas habituais na montagem da equipe.

    Eleito pela coligação “Pra Transformar o Maranhão”, composta por PSD e Novo, partido do senador eleito Lahesio Bonfim, e com o apoio do PP de André Fufuca, o governador eleito pretende estruturar os órgãos antes de formalizar as nomeações, pautando-se pelo critério técnico, como fez ao longo de seis anos na Prefeitura de São Luís.

    Apesar de o anúncio oficial ainda não ter ocorrido, profissionais que atuam no núcleo da equipe de transição e possuem histórico de trabalho com Braide na Prefeitura da capital e em outras instituições públicas despontam para integrar a equipe governamental: a advogada Caroline Marques Salgado e os economistas Simão Cirineu Dias e José de Jesus Azzolini.

    O novo governador assumirá o cargo no dia 1º de janeiro e cumprirá seu primeiro mês de mandato convivendo com a atual composição da Assembleia Legislativa.

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